A qualidade da água no Brasil
Enviada em 05/02/2020
Promulgada pela ONU em 1948, a Declaração Universal dos Direitos Humanos garante a todos os indivíduos direitos básicos, tais como a saúde e ao bem-estar social. No entanto, o atual cenário brasileiro se afasta dessa realidade ao analisar-se a má qualidade da água no país, na qual, tem a falta de tratamento de esgoto, em consonância com o errôneo direcionamento de lixo urbano, como alavanca desse problema. Nesse sentido, subterfúgios devem ser encontrados para resolução desse impasse socioeconômico.
Em primeiro lugar, é importante ressaltar que o baixo número de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) é o pilar para o agravamento desse problema. Desse modo, de acordo com o site “O Globo”, uma pesquisa realizada pelos alunos da Universidade Federal de Fluminense informa que cerca de 62% da população carioca relata duvidar que exista tratamento de esgoto na região local. Dessa forma, a falta de qualidade da água é reflexo de uma negligência à saúde por parte do governo.
Paralelamente a essa perspectiva, surge o despejo de lixo urbano em lagos como potencializador desse panorama precário. Nesse contexto, o sociólogo Max weber, em sua análise do indivíduo na sociedade, menciona que a forma de vida da população é influenciada pelas decisões da mesma. Nesse sentido, o desinteresse na preocupação no descarte de lixo proporciona mais barreiras para o tratamento da água dos lagos, dificultando sua transformação em água com boa qualidade.
Fica evidente, portanto, que a negligência com a qualidade de vida por parte do governo e da sociedade é a intensificadora desse problema nacional. Desse modo, o Ministério da Fazenda - principal responsável pela infraestrutura do país - deve, através de um maior direcionamento de verbas para a saúde, construir novas Estações de Tratamento de Esgoto, com a finalidade de atender toda a demanda de tratamento do Brasil. A mídia, por sua vez, através da televisão e das redes sociais, deve divulgar a importância de um descarte de lixo consciente pela população, com a finalidade de diminuir a sujeira dos rios e lagos. Somente assim, com essas medidas, a sociedade poderá gozar dos direitos um dia promulgados em 1948.