A qualidade da água no Brasil
Enviada em 07/02/2020
O longa-metragem “Wall-E”, produzido pela Disney, retrata o planeta Terra nos anos 3000 como um local inóspito, uma projeção de futuro caso as ações humanas continuem a interferir no meio ambiente de forma desmedida, como ocorre no que tange à poluição de rios e mananciais, por exemplo. Embora muitas medidas tenham sido tomadas para minimizar o tema, a situação da qualidade da água no Brasil ainda é alarmante e, por isso, faz-se necessário debater as causas e consequências da questão, a fim de atenuá-la.
Diante desse cenário, é importante ressaltar os motivos que contribuem para que haja tantos problemas nos recursos hídricos do país, como o despejo de esgotos em rios e a má gestão do tratamento deste. Embora possua 12% da quantidade de água doce superficial disponível no planeta, apenas 46,2% da população tem acesso a água tratada, segundo uma pesquisa realizada pelo Ministério das Cidades em 2010. Tal fato comprova como a ausência de políticas eficazes para gerenciar o tratamento e a distribuição do recurso traz inúmeros malefícios à sociedade, agravando o problema.
Ainda convém lembrar as consequências da má qualidade da água no país, o que pode contribuir para a proliferação de diversas doenças, como a Ascaridíase e a Leptospirose, podendo inclusive provocar envenenamentos pela presença de materiais tóxicos. Além disso, águas poluídas causam a morte de seres marinhos, acarretando um desequilíbrio ecológico, e levam à proliferação de algas devido ao excesso de matéria orgânica no meio. No início de 2020, grande parte da população do Rio de Janeiro sofreu com a água distribuída pela cidade, a qual se encontrava imprópria para o consumo, o que revela a gravidade da situação.
É perceptível, dessa maneira, que a qualidade precária da água no Brasil é um entrave para grande parcela da população e, por isso, é imprescindível que o Governo busque minimizar o problema por meio da distribuição de mais verbas para o setor de tratamento de águas, com a contratação de profissionais qualificados, para que o problema não seja recorrente. Ademais, é necessário que a mídia, como formadora de opinião, promova campanhas, nas quais possa-se alertar a população sobre os efeitos do descarte inadequado de lixo em rios, com a finalidade de reduzir a problemática. Dessa forma, será possível atenuar a questão, para que a realidade retratada pela Disney não passe apenas da ficção.