A qualidade da água no Brasil

Enviada em 27/02/2020

A qualidade da água encontra, no Brasil, uma série de empecilhos. Essa constatação pode ser comprovada por meio de dados divulgados pela Fundação SOS Mata Atlântica, os quais demonstram que o número de apenas 6,5% possuem qualidade boa, e 93,5% dos rios não possuem uma classificação considerada ótima. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhores que tange a questão da água, que persiste influenciada por ausência de conscientização da sociedade com os rios que transportam a água.

Convém ressaltar, a princípio, que a exiguidade de consciência ambiental é um fator determinante para a persistência do problema. Uma das principais causas desse problema, é o despejo de esgoto doméstico junto a outras fontes difusas de contaminação, como: água residual de restaurantes, escritórios, hotéis, e a água residual de criação de animais. Conforme Durkheim, o fato social é a maneira coletiva de pensar. Sob essa lógica, é possível perceber que o problema com a água é fortemente influenciada pelo pensamento coletivo, uma vez que, se as pessoas crescem inseridas em um contexto social intolerante/opressor/injusto, a tendência é adotar esse comportamento também, o que torna sua solução ainda mais complexa.

Além do mais, ressalte-se que a atividade econômica também configura-se como um entrave no que tange à questão da casta do H20. Uma das incumbências econômicas que é um empecilho para os recursos hídricos, é a agricultura, pois utiliza grande quantidade de insumos – Pesticidas, herbicidas, fertilizantes e adubos químicos – que produzem substâncias que não são biodegradáveis e podem permanecer no solo durante anos. Além da contaminação dos solos, esses elementos contaminam as águas superficiais e subterrâneas, carregando toxinas para outros ecossistemas. Portanto, para que a porcentagem dos rios classificados como ótima qualidade passe a fazer parte da realidade brasileira, medidas precisam ser tomadas.

Logo, é necessário que as prefeituras, em parceria com o governo do estado, proporcionem a criação de oficinas educativas, a serem desenvolvidas nas semanais culturais dos colégios estaduais. Esses eventos podem ser organizados por meio de atividades práticas, como dramatizações, dinâmicas e jogos, de modo a proporcionar a visualização do assunto, além de palestras de geógrafos e sociólogos que orientem sobre a água para os jovens e suas famílias, com embasamento científico, a fim de efetivar a elucidação da população sobre os recursos hídricos.