A qualidade da água no Brasil

Enviada em 21/02/2020

A constituição brasileira de 1988, assegura o direito à educação e ao bem estar de todos. Esta legislação define que o abastecimento de água potável, tratamento de esgoto e limpeza urbana é direto dos cidadãos, entretanto o Brasil possui um dos piores sistemas de saneamento básico mundial, isso significa que grande parte da população não tem acesso, e, infelizmente, este problema está totalmente relacionado com um desafio ainda maior: a má qualidade da água dos brasileiros.

A princípio, é válido ressaltar que a história da relação do homem com a natureza, desde de a antiguidade clássica até os dias atuais, têm caráter predatório. Isto se deve a necessidade humana aos recursos naturais para a sobrevivência, sendo a água o principal deles. Sabendo que 70% do corpo humano é formado por moléculas de H2O e todas as atividades, desde domésticas até industriais utilizam este recurso natural, fica evidente que a falta ou a má qualidade da água não é uma opção, quando ainda existe desejo de viver.

Todavia, a preocupação e o cuidado com esse bem comum não é prioridade para todos, uma vez que, atualmente, os rios são vistos como lixeiras e diariamente são contaminados com dejetos e descartes que deveriam ser feitos em lugares apropriados. Conforme uma pesquisa divulgado pela Fundação SOS Mata Atlântica, dos 278 pontos de coleta de água monitorados, apenas 18 deles (6,5%) apresentavam uma boa qualidade e nenhum conseguiu atingir o status de ‘ótimo’. Estes resultados apresentam grande ameaça para vida aquática, assim como, para todas as pessoas, pois, todas as ações implicam uma reação e por isso a busca de um tratamentos para esse problema deve ser prioridade para os órgão políticos que possuem mais poder, responsáveis pelo bem estar de todos os cidadãos.

Visto isso, é possível concluir a urgência de providencias que devem ser tomadas, pelo governo federal em parceria com o Ministério do Meio Ambiente, em busca de uma melhor utilização e, deste modo, qualidade da água. Para isso, é preciso, através de investimentos, que seja feito um melhor planejamento urbano, de forma que saneamento básico e distribuição de água se torne uma realidade para todas as famílias brasileiras, conforme previsto na constituição. Além disso, é importante o aumento da fiscalização ambiental nos rios e mares, a fim de diminuir os descartes inapropriados e evitar mais poluição hídrica e situações próximas irreversíveis, como a ausência de água para consumo.