A qualidade da água no Brasil
Enviada em 26/02/2020
Desde o início do século xv se cultivava a ideia de que os recursos naturais eram infinitos. Entretanto,atualmente, é fato que a água é um bem finito e que precisa ser preservado. No entanto, existem empecilhos que condicionam a má qualidade dessa, como a poluição e a falta de investimentos do poder público.
Primeiramente, a ação humana afeta rigorosamente a disponibilidade da água. Mediante a isso, é notório que um dos processos mais recorrentes em rios é a eutrofização, que é causada pelo acúmulo de poluentes, gerando o aumento de nutrientes e a proliferação de bactérias e cianobactérias. Essas bactérias, que são aeróbicas, competem por oxigênio, a medida que prejudicam todo o ecossistema, enquanto as cianobactérias liberam toxinas, afetando a cadeia alimentar e, por bioacumulação, acabam chegando ao homem.
Além disso, convém salientar que a Constituição Federal de 1988 assegura ao poder público o dever de fiscalizar e fomentar o uso sustentável da água. No entanto, é evidente que, apesar desses projetos existirem, ainda são insatisfatórios. Uma das maiores provas disso é a situação do Rio Tietê que mantém-se como o rio mais poluído do Brasil, segundo estudos do IBGE. Esses fatores, aliados a falta de fiscalização na aplicação da legislação sobre o uso da água, comprometem ainda mais a gestão desse patrimônio.
Portanto, urge que medidas de intervenção precisam ser tomadas. Destarte, é necessário que o Ministério da Educação acrescente na grade curricular aulas mais específicas sobre sustentabilidade. Deve contratar biólogos com especialização em uso sustentável dos recursos naturais para ministrar essas aulas e promover atividades práticas na própria escola. Ainda, o Estado deve promover a despoluição dos rios, garantindo que o esgoto não seja lançado na água, contaminando-o, e aumentando as fiscalizações dos mesmos.