A qualidade da água no Brasil

Enviada em 12/03/2020

No Antigo Egito, era comum a valorização da água potável, como por exemplo, os egípcios criaram várias construções para o tratamento de água, no entanto, pelo fato da água tratada ser muito vangloriada, era um bem somente destinado para a nobreza, e a população só ficava com quantidades limitadas. Contudo, se surgisse furto no transporte de água, a punição era o enforcamento em praças públicas para servir como exemplo para a população. Na Contemporaneidade, tal barbárie não ocorre mais, todavia ainda há dificuldades em preservar a qualidade da água no Brasil, devido à ineficiência das políticas públicas nos sistemas precários de saneamento básico. Além disso, por conta da baixa educação brasileira, é comum a poluição dos rios, agravando ainda mais o problema.

Em primeiro lugar, um entrave é a ineficiência das políticas públicas nos sistemas precários de saneamento básico, visto que, a consequência é a criação de drenagens urbanas clandestinas, sendo frequentemente desejados em lagos ou em rios importantes da região. De acordo com os dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), mais de 52% da população brasileira não tem acesso à coleta de esgoto, ou ao transporte de água potável diariamente. Desse modo, verifica-se que há um problema grave no saneamento básico, mostrando que apenas uma parcela da população têm acesso à esse sistema fundamental, assim como no Antigo Egito, porém apenas mais dissimulado.

Em segundo lugar, outro desafio enfrentado para preservar a qualidade da água no Brasil é a educação brasileira, tornou-se sinônimo de naturalidade jogar lixo nos rios da cidade, consequentemente, criando uma sociedade que veja a poluição como um ambiente normal. Dessa maneira, criando um grande desafio para acabar com essa mentalidade retrógrada. Segundo os dados do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais (IBAMA), apenas 9% dos rios brasileiros não estão poluídos. Dessa forma, torna-se evidente que, enquanto o Estado não preservar a qualidade dos rios brasileiros, a população continuará sofrendo com uma água de baixa qualidade.

Tem-se a necessidade, portanto, de que medidas cabíveis sejam postas em prática, com o intuito de garantir a qualidade da água no Brasil. Logo, é fundamental que o Ministério do Desenvolvimento Regional, em parceria com o Governo Federal, crie novas políticas públicas para assegurar o saneamento básico para todas as regiões do país, ou seja, o Estado Governamental deve garantir todo suporte necessário na criação da infraestrutura do saneamento básico. Ademais, o Ministério da Educação, em parceria com as instituições de ensino, deve promover campanhas midiáticas em praças públicas, escolas, jornais e internet, abrangendo toda população sobre a valorização do meio ambiente, e as consequências da poluição dos rios brasileiros, criando uma sociedade consciente e próspera.