A qualidade da água no Brasil
Enviada em 23/03/2020
O mito da caverna, de Platão, descreve a situação de pessoas que se recusavam a observar a verdade em virtude do medo de sair de sua zona de conforto. Fora da alusão, a realidade brasileira caracteriza-se com a mesma problemática no que diz respeito à má qualidade das águas brasileiras, visto que, a sociedade continua poluindo os ambientes aquáticos. Nesse sentido, é preciso que estratégias sejam aplicadas para alterar essa situação, que possui como causas: base educacional e insuficiência legislativa.
A princípio, a base educacional caracteriza-se como um complexo dificultador. Nesse contexto, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informação séria sobre os impactos da falta de qualidade da água no Brasil, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a insuficiência legislativa. A constituição Federal de 1988 é a lei básica do Brasil que busca garantir a integridade dos seres vivos e do ambiente em que estão inseridos. No entanto, essa legislação não tem sido suficiente no que se refere à preservação das águas brasileiras, uma vez que, segundo o levantamento do jornal Folha de S. Paulo, a poluição das praias nordestinas aumentaram por dois anos consecutivos. Isso mostra que o problema continua atuando fortemente no contexto atual. Assim, a lei sendo enfraquecida, dificulta-se a resolução desse impasse.
Logo, medidas estratégicas são necessárias para alterar esse cenário. Como solução, é preciso que as escolas, em parcerias com a prefeitura, promovam um espaço para rodas de conversa e debates sobre os impactos que a falta de qualidade da aguá trás para a população brasileira e meio ambiente. Tais eventos podem ocorrer no período extraclasse, contando com a presença dos professores e convidados especialistas no assunto. Além disso, tais eventos não devem se limitar aos alunos, mas ser abertos à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam questões relativas a esse panorama preocupante e se tornem cidadãos mais atuantes na busca de resoluções. Por fim, é importante que o povo brasileiro se encare como responsável pelo problema, pois, de acordo com Platão, o primeiro passo para mover o mundo é mover a si mesmo.