A qualidade da água no Brasil
Enviada em 31/03/2020
Segundo a lei Nº 9.433, foi criada a Política Nacional de Recursos Hídricos em 1997, que tem como objetivo “assegurar à atual e às futuras gerações a necessária disponibilidade de água, em padrões de qualidade adequados aos respectivos usos”. Embora, não seja condizente com a real situação.
O Brasil é o país que possui a maior quantidade de água doce, com 12% do total existente no planeta. Ainda assim, ele não tem um serviço de saneamento básico adequado a todo esse potencial. Além disso há estudos que mostram que a água, em muitos locais, está infectada ou poluída por produtos químicos e medicamentos.
A qualidade da água vem se degradando; em 2010 uma pesquisa feita em áreas urbanas e rurais mostrou que, 75% da água têm condição boa; 6%, excelente; 11%, regular e 7%, ruim ou péssima, conforme relata a Agência Nacional de Águas (ANA). Atualmente, esses níveis desceram de forma absurda, chegando a 40% dela considerada com qualidade ruim ou péssima; em 49%, é regular e apenas 11% foi classificada como boa, conforme uma pesquisa realizada pela ONG SOS Mata Atlântica. Dessa forma vê-se que a situação é preocupante e alarmante no bioma da Mata Atlântica, principalmente nas regiões urbanas.
Sabe-se, que um dos principais elementos para a contaminação da água é o mau tratamento de esgoto e a falta de saneamento básico. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, apenas 37,5% do esgoto gerado no Brasil é tratado; A coleta é realizada para 48,1% da população. Estima-se que quase metade de todo o esgoto gerado no Brasil (cerca de 47%) não seja coletado. Também segundo o último diagnóstico do SNIS, cerca de 54% de todo o esgoto gerado no país não recebe tratamento, inclusive o que é coletado (74,5% dele não passa por nenhum tratamento). Além disso, são lançados da indústria e da agricultura poluentes, que geram rejeitos químicos e nocivos, como agrotóxicos, por exemplo, que afetam a qualidade da água que chega às casas. Isto é, a falta de tratamento de esgoto que tem consequências graves para a saúde pública do país. 340 mil internações por infecção gastrointestinais foram relatadas, sendo que 170 mil foram de crianças até 14 anos de idade, conforme o Instituto Trata Brasil explica.
Enfim, é notório que algo deve ser feito para mudar esse cenário em que estamos situados. Logo, os membros que compõem o GTI (Gestão da Tecnologia da Informação), por meio de capital e planejamentos, devem investir na estrutura dos esgotos, na melhoria do tratamento da água pois as estações de tratamento de água não estão preparadas para o esgoto, nas limpezas dos rios para uma melhor preservação e nas construções de reservatórios para evitar pois secas. Espera-se com isso, uma melhora e preservação da água para o presente e futuras gerações.