A qualidade da água no Brasil
Enviada em 27/03/2020
Doenças que atingem os humanos como ancilostomose, ascaridíase e cisticercose são causadas por vermes, que possuem seu ciclo reprodutivo completo quando fezes infectadas de ovos são descartadas em um ambiente de uso coletivo pelo hospedeiro. Tais doenças ocorrem comumente em locais ausentes de saneamento básico, sendo a água o seu maior vetor. Nesse contexto, é fundamental compreender qual é o papel do governo em solucionar as próprias negligências, tanto no âmbito financeiro, quanto na ineficiência das leis.
Em primeiro plano, é válido afirmar que não existe a devida aplicação de verbas públicas sobre o tratamento de esgoto - em especial regiões mais pobres, como favelas e áreas rurais -, logo, tal fato, corrobora para que problemas de saúde acometam uma grande parte da sociedade. Essa questão é explorada pelo escritor Monteiro lobato, que descreve por meio de seu personagem, Jeca Tatu, trabalhador rural e portador da ancilostomose, as consequências trazidas pela poluição da água, causadas pelo abandonado dos poderes governamentais. Portanto, o grave déficit administrativo do Brasil em relação à qualidade hídrica, deixa a população em contato direto com vetores de doenças, aumentando consequentemente os gastos com saúde, o que é inadmissível para um bem-estar social.
Em segundo lugar, infere-se ao hábito de muitos cidadãos em jogar lixo inapropriadamente nas ruas, nos rios e no mar, a queda qualitativa dos cursos d’água, pois, apesar de tal ação ser criminalizada no Brasil, a fiscalização é muito ineficiente. Basta olhar para a transmissão midiática de grandes festivais artísticos: lollapalooza, rock in rio e blocos de carnaval; a quantidade de dejetos encontrados no lugar após os eventos, é absurdamente alta, refletindo a insuficiência da lei em vigiar e punir. Desse modo, torna-se visível a descrença do brasileiro frente aos problemas causados por tais atitudes, culminando em crimes e desordens públicas frequentemente toleradas pelos órgãos fiscalizadores em meio a populares manifestações culturais.
Sobre tudo, fica claro que o agente responsável pela resolução da problemática qualitativa da água é o governo, que deve conduzir verbas para que novas redes de tratamento de água sejam construídas para a população, por meio de parcerias público-privadas com construtoras que contribuam para o desenvolvimento da obra, deixando a população livre de doenças que são causadas pela água não cuidada. Ademais, cabe principalmente ao poder executivo a revisão das penas aos que cometem crimes de poluição ambiental, por intermédio da criação de emendas que possam aumentar a multa e a fiscalização, para que a população não se sinta estimulada a jogar lixo inadequadamente, assim, Maurício de Souza deterá um novo cenário nacional, desta vez, melhor, para descrever em suas obras.