A qualidade da água no Brasil
Enviada em 30/03/2020
No livro de Graciliano Ramos, “Vidas Secas”, o autor evidencia a crítica social a respeito da seca no Nordeste, fenômeno cada vez mais comum. Consoante a isso, a crise hídrica, no Brasil, é um problema ainda mais acentuado no século XXI. Dessa maneira, o consumismo exagerado dos cidadãos e as técnicas, do agronegócio, que esbanjam água, demonstram a finidade desse bem essencial.
Em primeiro plano, vale ressalta que é possível notar que o agronegócio é o maior responsável pelo gasto hídrico, em todo o país. De fato, dados do Fundo das Nações Unidas de Agricultura e Alimentação revelam que 70% da água é utilizada no setor agropecuário. Além disso, diversas técnicas de agricultura fazem o uso da água de maneira inconsequente, uma vez que para a irrigação utiliza-se o modo de aspersão, frequentemente, que lança água em grande volume para a plantação. Logo, é perceptível a necessidade de remodelar a maneira do cultivo, visando mitigar o desperdício de tal recurso.
Em segundo plano, podemos destacar que é o consumismo exagerado, que colabora para o desperdício hídrico, pois para produzir qualquer produto, também, gasta-se fluido. Tal prisma, segundo o filósofo Tales de Mileto “Tudo é feito de água”. Igualmente, nota-se que a água invisível - líquido gasto para produzir produtos - inviabiliza, não raro, a consciência do desperdício por parte do consumidor. Ademais, a indústria cultural, definida por Theodor Adorno, acaba por impulsionar o telespectador a consumir cada vez mais, consequentemente, o cidadão comum esbanja esse recurso, também de forma indireta.
Portanto, é necessário uma ação conjunta entre população, empresas e o poder estatal para preservar e garantir o acesso a esse bem vital. Por conseguinte, é indubitável a intervenção dos agricultores e da mídia para mudar o panorama da crise hídrica no país. Assim, cabe a divulgação desse gasto hídrico “invisível” para a melhor lucidez.