A qualidade da água no Brasil

Enviada em 30/03/2020

Todos sabem que, em nosso país, há tempos, observa-se que a escassez de água não é um problema novo. A insuficiência de água no Brasil se dá por um conjunto de fatores como a falta de consciência no uso, falta de prescrição para técnicas de reúso, pouco investimento em infraestrutura e principalmente pelo desperdício da água. A falta de tratamento de esgoto e a poluição oriunda da indústria e agricultura são as principais ameaças à qualidade da água no Brasil. Garantir o acesso à água de qualidade a todos os brasileiros é um dos principais desafios para os próximos gestores do país. A escassez de água no mundo é agravada em virtude da desigualdade social e da falta de manejo e usos sustentáveis dos recursos naturais. Segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica, a água é ruim ou péssima em 40% dos 96 rios, córregos e lagos avaliados em sete estados brasileiros. De toda a água usada no mundo, cerca de 70% vão para a agricultura, 22% ficam nas indústrias e só 8% seguem para o consumo humano. Nas plantações, mais de 60% do líquido utilizado na irrigação é desperdiçado em vazamentos, na evaporação ou na infiltração no subsolo. Com técnicas mais eficientes, a perda poderia ser reduzida em até 70%. Pelas contas da ONU, 1,1 bilhão de pessoas não têm acesso a água de boa qualidade. Mesmo no Brasil, considerado o país mais rico do mundo em água doce (13% das reservas mundiais estão por aqui), a situação é grave: cerca de um quinto da população não recebe água encanada em casa. Quanto à disponibilidade hídrica, o RS possui uma das maiores do País, contando com uma grande densidade de cursos d’água, um vasto sistema de lagoas na planície costeira e grandes reservatórios de água subterrânea, como o Aquífero Guarani que possui mais de 18% do seu volume em território gaúcho. A falta de saneamento adequado é um dos principais problemas que resultam na péssima qualidade das águas. O uso desordenado de agrotóxicos e fertilizantes nas lavouras do Estado. Devido a esse desequilíbrio, a Agência Nacional das Águas (ANA) considera que o RS possui uma das situações mais críticas de balanço hídrico. Com o apoio do Banco Mundial, o governo federal trabalha no programa Interáguas, o projeto prevê o tratamento do esgoto sanitário para reutilização da água principalmente na indústria e na agricultura, que são as duas áreas que mais consomem esse recurso natural. O que pode socorrer a escassez de água é o conforto de vários problemas existentes na gestão de recursos hídricos passa por um melhor ordenamento do território que, além da proibição da construção em zonas de risco (zonas inundáveis pelas cheias, zonas de erosão), deverá contribuir para a redução das áreas impermeáveis (como são as zonas urbanizadas e pavimentadas) e para a recuperação de zonas úmidas.