A qualidade da água no Brasil

Enviada em 08/04/2020

A água é um recurso natural essencial para a preservação da vida no planeta, sua porção compõe aproximadamente 70% da Terra, porém, cerca de apenas 2% é considerada doce, ou seja, de salinidade intermédia. O Brasil é o país que mais possui água doce no mundo, no entanto, sua qualidade em geral é ruim e é afetada diretamente pela poluição e pela falta de saneamento básico e  de tratamento de esgoto.

Além de sua presença no meio ambiente, a água ainda compõe em torno de 60% do organismo humano, logo, é primordial para sobrevivência. Ademais, é utilizada em atividades importantes para sociedade, como na agricultura e em indústrias. Por conseguinte, pode-se fundamentar que sua boa qualidade é indispensável para população. Contudo, pesquisas feitas em diversos estados e municípios pela ONG SOS Mata Atlântica, entre março de 2018 e fevereiro de 2019, evidenciaram que, do recurso analisado, 19% era inadequado para uso e quase 75% era regular, ou seja, estava nos limites dos critérios para consumo.

Indubitavelmente, grande parte da água do país apresenta qualidade regular ou ruim. Convém ressaltar que de 96 rios e similares analisados pela ONG SOS Amazônia, 40% contêm água em estado ruim ou péssimo. Cabe ainda evidenciar que o principal fator contribuinte para essa condição é a falta de tratamento de esgoto. De acordo com o SNIS (Sistema Nacional de Informações Sobre Saneamento), aproximadamente 54% do esgoto produzido no Brasil é despejado sem tratamento nos rios. Outrossim, o descarte de efluentes feito por indústrias é responsável por grande parte da poluição da água. Segundo o relatório “Panorama da Qualidade das Águas Superficiais" de 2012 publicado pela ANA (Agência Nacional das Águas), mais de mil empresas foram agentes da poluição de 90% da Bacia Hidrográfica do Alto Tietê, em São Paulo.

Desta maneira, pode-se concluir que, embora o Brasil seja a maior reserva hidrológica do mundo, a qualidade de maior parte de sua água é considerada regular. Nesse sentido, é de responsabilidade do Plano Nacional de Saneamento Básico, aumentar a quantidade de esgoto tratado, através de um maior investimento no sistema e estipulação de metas, a fim de reduzir os índices de um dos principais agentes causadores da poluição hidrográfica. Como também, é imprescíndivel que o Poder Legislativo  proíba que indústrias descartem seus efluentes em rios e similares, por meio de melhorias nas leis ambientais, para inibir a contaminação dessas águas. De tal forma que, a água do Brasil torne-se, em sua maior parte, de qualidade boa ou ótima.