A qualidade da água no Brasil
Enviada em 10/04/2020
Uma das maiores cidades da Índia está próxima do colapso: falta água para milhões de pessoas em Chennai. A violência cresce, vizinhos brigam na disputa por água. Nenhuma medida paliativa resolveu essa situação catastrófica. Do mesmo modo, na última década, tornaram-se comuns as notícias de crise hídrica em grandes cidades: Los Angeles, São Francisco, São Paulo, Brasília. No Brasil, este cenário se dá principalmente por atos de desperdício e desmatamento indiscriminados.
O primeiro fator a ser analisado na questão da água no Brasil é o uso indisciplinado desse recurso. É de conhecimento geral que deixar torneiras abertas e tomar banhos demorados são grandes exemplos de desperdício, mas as indústrias e empresas de agronegócios do país são responsáveis por mais de 70% do consumo de água. Há um grande desperdício, tanto por parte da população quanto pelas atividades econômicas, que é causado, principalmente, pela falta de fiscalização.
Outro agente da crise hídrica no Brasil é o desmatamento. Além de remover boa parte da vegetação que auxilia a infiltração da água das chuvas nos solos, ele afeta o fenômeno dos rios voadores, que carregam umidade da Bacia Amazônica para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. A floresta amazônica funciona como uma bomba de água, que puxa para o continente a umidade evaporada pelo oceano Atlântico e a devolve para a atmosfera.
Nota-se, portanto, que o desperdício e o desmatamento são os grandes causadores da crise hídrica no Brasil. Sendo assim, é imprescindível que o governo federal implemente a taxação de excessos e pagamento de multas em flagrantes de desperdício, principalmente para as indústrias e agronegócio. Também é necessário que haja campanhas amplamente difundidas em escolas, imprensa e espaços públicos pelo uso eficiente da água e o estabelecimento de metas de redução de consumo.