A qualidade da água no Brasil
Enviada em 11/04/2020
Em 2010, a Organização das Nações Unidas (ONU) declarou que o acesso à água de qualidade é um direito humano. No Brasil, apesar da grande quantidade desse recurso no território nacional, a poluição desenfreada tem comprometido a qualidade da água para o consumo humano e para a preservação dos ecossistemas naturais, o que desrespeita a proposta da ONU. Esse panorama complexo tem relação direta com o uso indevido da água e com a falta de redes de tratamento de esgoto em alguns locais do País.
Sob tal óptica, percebe-se que, em função do uso inadequado da água como meio para o descarte de efluentes pelo setor agropecuário e pelas indústrias, a polução das águas tem aumentado substancialmente, tal como foi denunciado no filme “Aquaman”, o qual apresenta um povo mítico que vive no fundo do Oceano Atlântico e precisa enfrentar diariamente o lixo descartado de forma imprópria nas águas marinhas pelos seres humanos. Desse modo, os setores produtivos, ao utilizarem de forma desmedida os recursos hídricos, lesionam os biomas naturais, como a Mata Atlântica e o Pantanal, e deterioram a qualidade dessa riqueza natural.
Ademais, a falta de saneamento básico nas cidades contribui para o aumento da poluição ambiental e reduz a água potável disponível, situação enfrentada notadamente entre a população carente que vive nas favelas, vítimas da escassa assistência governamental. Nessa perspectiva, a premissa do filósofo grego Platão, “O importante não é só viver, mas viver bem”, demonstra a importância do bem-estar do povo, o que não condiz com a realidade dos indivíduos privados do tratamento de seus esgotos, que é essencial para a promover qualidade de vida, uma vez que a água que essas pessoas recebem é imprópria para o consumo, podendo ocasionar diversas doenças, como a cólera.
À luz das considerações, tornam-se evidentes os malefícios da má qualidade da água no Brasil. Destarte, faz-se mister que o Ministério do Meio Ambiente proíba as empresas públicas ou privadas de descartarem os resíduos em rios, lagos ou oceanos, por meio da criação de penalizações e altas multas para essa prática, instruindo-as a realizarem esse procedimento de forma que não danifique o meio ambiente, com o intuito de promover a proteção das águas naturais do País. Além disso, o Governo Federal deve ampliar as áreas que efetivamente recebem saneamento básico, a fim de atingir a população excluída desse direito. Dessa maneira, o Brasil estará cumprindo com a exigências da ONU sobre os recursos hídricos.