A qualidade da água no Brasil

Enviada em 01/07/2020

Fonte essencial para a vitalidade, a água apenas em 2010, foi declarada pela Organização das Nações Unidas (ONU) direito humano, juntamente com tratamento de esgoto. No entanto, uma pesquisa feita em 2018 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 31,1 milhões de brasileiros não possuem acesso a água, um dado que posto no contexto pandêmico que se é vivido no ano de 2020, agrava-se ainda mais com os problemas econômicos e de saúde.

O Brasil é um país que abriga cerca de 12% da água doce do planeta, no entanto não é a sua totalidade que é potável, e há ainda a distribuição irregular destes corpos hídricos. A má distribuição é ocasionada tanto pelo relevo, quanto pela monetização dela (água doce), e a impureza devido a dejetos descartados indevidamente como o esgoto doméstico, descartes de indústrias e agrotóxicos das grandes plantações; quando algo provindo da natureza é privado para uma limitada parcela da população, meios clandestinos para o acesso (ligações e esgotos) surgirão e com estes, a proliferação de doenças, devido ao baixo ou nulo tratamento de água destinada ao consumo, e do esgoto descartado. E são em comunidades periféricas carentes que, concentram-se pessoas de baixa renda, estas impedidas de ter acesso a água potável e própria para o consumo.

Enquanto o Estado não toma medidas eficazes para conter o avanço da COVID-19, os cuidados individuais são (ou deveriam ser) intensificados, e a água (tanto sozinha quanto na composição de produtos) é utilizada para a higienização; como citado, quanto há deficiência na distribuição, as minorias serão as vítimas, pois geralmente são estas as que vivem em tais condições, e quando recorrem ao Sistema Único de Saúde (SUS) por um problema de saúde causado por água imprópria, correm ainda por cima, o risco de contrair o coronavírus devido à falta de infraestrutura hospitalar. Vendo todos os obstáculos que devem ser enfrentados, o fornecimento potável a todos (com ou sem condições de pagamento) deveria ser posto em prático — junto com a construção de tubulação hídrica onde carece — e mantido, pois com o acesso a prevenção e imunidade alcançada, junto de um lockdown efetivo, uma nova normalidade poderia ser retomada, com queda da curvatura de infecções e mortes, o SUS não se sobrecarregaria mais ainda e pessoas não perderiam seus entes; o Estado arcaria com estas despesas, caso contrário, o prejuízo seria maior, como o colapso da saúde pública, com injeções ineficientes de quantias monetárias.