A qualidade da água no Brasil
Enviada em 19/04/2020
Mananciais do Brasil: o caso do sudeste
No início de 2020, os moradores do Rio de Janeiro notaram uma piora da qualidade da água que os abastecia, estando-a com cor, cheiro e sabor alterados. Após investigações, foi possível relacionar este fato com a poluição do Rio Guandu, ocasionada pelo despejo inadequado do esgoto, principalmente industrial. Não concentrado apenas no Rio, infelizmente, muitos outros casos já foram registrados em todo o Sudeste, sendo possível perceber que a má qualidade da água dessas bacias é causada principalmente pelo destino inadequado dos resíduos industriais.
Em primeira análise, o esgoto industrial contém muitas substâncias nocivas que acabam por poluir a água de muitos rios. Tal fato é corroborado por uma pesquisa feita pela ONG SOS Mata Atlântica, apontando que 40% dos córregos, rios e lagos das regiões Sul e Sudeste têm qualidade ruim ou péssima. Como o tratamento de água e esgoto não é capaz de retirar tais substâncias, o consumo da água desses rios pode levar a um acúmulo destas no corpo e, consequentemente, ao aparecimento de doenças como o câncer.
Em segunda análise, os rejeitos industriais têm tratamento específico. Os detergentes, como exemplo, são cadeias carbônicas ligadas a um grupo sulfato, que ao contrário dos sabões, cadeias carbônicas ligadas a um carboxilato, não são biodegradáveis, precisando de tratamento. Em consequência disso, por muitas vezes ser caro, as empresas despejam todos os seus resíduos, não tratados, nos mananciais próximos.
Tendo em vista o que foi dito, medidas são necessárias para resolver a problemática. Portanto, o Ministério do Meio Ambiente, em conjunto com o Ministério da Economia, devem entregar um Projeto de Lei para o Congresso Nacional que visa taxar as indústrias que não realizarem tratamento de seu esgoto, com fiscalizações periódicas nos mananciais. Sendo assim, os resíduos decorrentes dessas empresas não poluirão mais.