A qualidade da água no Brasil

Enviada em 24/04/2020

De acordo com a obra do escritor polonês Stefan Zweig, “Brasil, país do futuro”, é notável o tom de realce às qualidades to território nacional, descritas no ano de 1941. Atualmente, sabe-se que tal realidade não é a encontrada no livro, uma vez que a água — um recurso primordial e, portanto, indispensável — se apresenta de forma danosa à saúde humana e, consequentemente, de grande deleteriedade social. É possível afirmar que não só a carência numérica das Estações de Tratamento de Água (ETas), como também a principal atividade econômica do Brasil corroboram o status vigente: uma água de péssima qualidade.

Inicialmente, é assertivo dizer que a falta de uma diligência para com o tratamento hídrico é verificado e comprovado pela situação que se perdura. De acordo com a historiografia, vale ressaltar que o surgimento das cidades é acompanhada, sobretudo nos países em desenvolvimento, por uma má gestão do espaço, a qual é fomentada pelo aumento concentrado da população em um curto período de tempo. A priori, evidencia-se não apenas os problemas de imediato, como a cólera, intoxicações, aumento das verminoses, mas também a sobrecarga do sistema de saúde — já sucateado — e, assim, nocivo à população em geral.

Ademais, o modelo agroexportador do Brasil é caracterizado pelos maiores índices de produção residual corrosiva ao ambiente aquático, principalmente quando se remete ao uso de transgênicos resistentes à pesticidas. Conforme dados da Organização das Nações Unidas, a agropecuária se encontra como a segunda atividade mais poluidora, atrás apenas da extração mineral. A partir desse ponto de vista, é revoltante a negligência estatal em relação a um zelo ao brasileiro, que coloca uma ambição econômica anteposta ao bem estar público.

Dessa forma, cabe ao Estado, no âmbito do Governo Federal, em associação com ONGs de cunho ambiental, atenuar as causas problemáticas mencionadas por intermédio da disponibilização de verba pública voltada para o investimento em ETAs, assim como o incentivo e subsídio aos praticantes da agricultura orgânica, o que diminuirá a toxicidade dos cursos  fluviais. Espera-se, com tudo isso, uma melhoria significativa no padrão hídrico e uma nação menos doente, portanto, mais satisfeita.