A qualidade da água no Brasil
Enviada em 28/04/2020
Tales de Mileto define a água como a “Arqué”, isto é, o princípio de tudo. Para ele, tudo se deriva da água. Hodiernamente, sabe-se dá relevância da água para a humanidade, demonstrando que Tales não estava totalmente errado. No entanto, percebe-se que esse recurso não é preservado eficazmente, tendo em vista a persistência da falta de saneamento básico e de consciência ecológica.
A princípio, a falta de saneamento básico corrobora em diversas doenças, dentre elas estão a equistossomose, a qual é provocada pela contaminação da água pelo verme “Schistossoma Mansoni”. Sabendo disso, nota-se que a qualidade da água está vinculada à saúde humana. Entretanto, a contaminação dos corpos de água persiste influenciada pela falta de compromisso das autoridades com os devidos cuidados com esse recurso, logo, reduz-se a água potável do ecossistema e, inclusive, compromete-se a cadeia alimentar. Dessa forma, é imprescindível mudar esse cenário impedindo a poluição da água através do saneamento. Outrossim, o pensador Bruno Estevam afirma que “o homem é o suicídio da natureza”. De fato, a baixa consciência ecológica gera seres humanos insensíveis quanto aos recursos ambientais, de modo que a qualidade da água é negligenciada. Nessa conjuntura, é notório nas praias do Brasil o acúmulo de lixo, o que denota o desleixo da população com o ambiente. Dessa forma, é indubitável a necessidade de promover a educação ecológica nas escolas, com o objetivo de transformar essa mentalidade.
Portanto, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, em parceria com as secretarias ambientais de todos os estados, a criação de uma campanha chamada “Saneamento Hoje”, a qual deve definir uma taxa mínima de saneamento básico por todo o país, com o intuito de reduzir a poluição das águas pela falta desse recurso e, consequentemente, impedir o comprometimento da saúde humana pelas doenças. Além disso, o Ministério da Educação precisa incluir a disciplina de consciência ecológica no currículo escolar.