A qualidade da água no Brasil
Enviada em 04/05/2020
Na obra pré modernista, ‘Triste fim de Poliquarpo Quaresma’ , do escritor Lima Barreto, o major Quaresma, grande admirador do país, acreditava que, se superados alguns desafios, o Brasil alcançaria o patamar de nação desenvolvida. Hodiernamente, fora da literatura, percebe-se que tal horizonte não mimetiza a realidade atual, visto que o Brasil ainda enfrenta sérios problemas, dentre eles a questão da qualidade da água nas camadas brasileiras. Esse âmbito de iniquidade é fruto tanto da falta de tratamento do saneamento básico quanto da poluição oriunda das industriais.
Deve-se analisar, primeiramente, que a exígua escassez do tratamento do esgoto nas conjunturas nacionais é um fator determinante para problemática. Segundo o sociólogo Sérgio Buarque de Holanda, o conhecimento deve estar vinculado aos problemas do presente. Nesse sentido, faz se necessário tal avaliação, uma vez que se verifica à forma irregular do despejo sanitário em alguns rios regionais, que contribui, dessa maneira, a contaminação da molécula de água, que muitas das vezes é oferecida as poluções menos abastadas. De acordo com o ANA, Agencia nacional da água, apenas 35,5% do esgoto gerado no Brasil é tratado, sendo reflexo, constante nas camadas regionais mais pobres. Nessa óptica, configura-se que tal transtorno necessita de uma solução.
É vital evidenciar, ainda, que a má qualidade da água, é por vezes, uma consequência da contaminação provinda das industrias. Atrelado a essa assertiva, Habermas, faz uma contribuição, sobre à importância do uso da linguagem como uma forma de ação aos impasses contemporâneos. Sob esse prisma, avalia-se, que à ausência de oxigênio nos rios, é causado pelos dejetos orgânicos deliberados pelas industriais, haja vista que serve de alimento para às bactérias de degradação da água nesses mananciais. À luz disso, não há como negar que tal panorama remonta à Segunda Revolução Industrial do século XIX, ao qual poluía em grande escala os rios de sustento dos empregados. Nessa lógica, combater tal empecilho torna-se uma necessidade e não um fato opcional.
Portanto, pela perspectiva de Isaac Newton, uma força só é capaz de sair da inércia se outra lhe for aplicada. Em vista disso, dessarte o Poder público, como instancia máxima da administração executiva, junto com a secretaria especial do Ministério do Meio Ambiente, por meio de uma fiscalização mais adequada nos rios de suplementos regionais, aderir um monitoramento nos veículos sanitários e industriais, com o objetivo de fiscalizar o encaminhamento dos dejetos poluíveis da água, com o intuito, também de avaliar as regiões de necessidade de saneamento, para que de certo, possa ser empregado uma solução agiu nessas estruturas, com consequência de multas para as industrias que descumprirem tais regras. Somente, assim, os ideais do major Quaresma poderão ser evidenciados na nação.