A qualidade da água no Brasil
Enviada em 07/05/2020
O desperdício da água não é um problema hodierno, pois tem persistido desde a Revolução industrial, no séc XVIII. Dessa forma, consoante ao poeta Renato Russo, “não temos tempo a perder”, é ingênuo protelar o combate ao uso irracional da água no Brasil, seja por políticas públicas, seja por educação.
A priori, a constituição é o guia das políticas públicas no Brasil. Segundo Aristóteles, por meio da política se estabelece ações morais para que se mantenha a ordem em uma sociedade. Entretanto, o desperdício de água necessita de uma coerção do Estado, por intermédio de leis que regulamentem o uso da água, uma vez que, a população tem utilizado esse bem da biosfera indiscriminadamente, como pode ser visto na agricultura e nas indústrias, nas quais vê-se não só o desperdício, como a contaminação de rios e lençóis freáticos, com substâncias tóxicas despejadas sobre o meio ambiente, as quais têm-se, o mercúrio e os agrotóxicos.
Outrossim, vale ressaltar que uma educação deficiente gera uma eutrofização social, ou seja, é um desequilíbrio nocivo para a sociedade. De acordo com Durkheim, a forma de agir e de pensar dos cidadãos é fruto de uma construção social. Logo, deixar a torneira aberta ao se escovar os dentes, ou ao se lavar pratas e talheres, tomar banhos demorados são comportamentos degenerativos da humanidade, uma vez que, todo recurso natural não é inesgotável.
Nesse ínterim, não há tempo a se perder, portanto, cabe ao Legislativo criar leis que multam rigorosamente o desperdício da água. Por conseguinte, deve-se estabelecer cotas de consumo de água destinadas à população, à industria e à agricultura, previamente pesquisadas por universidades e anunciadas na conta de água. Sendo assim, o uso racional da água estará vigente constitucionalmente. Compete às escolas educar sobre o uso da água, através de aulas de meio ambiente ministradas por geólogos e biólogos, os quais a atividade estarão afixadas na matriz curricular e no calendário escolar. Ademais, como dizia Jeremy Bentham, é considerado moral toda ação que tem por finalidade um bem-estar coletivo.