A qualidade da água no Brasil

Enviada em 15/05/2020

A animação infantil “Rango” retrata a vida em uma comunidade de camaleões, onde a água é considerado o bem mais importante e indubitavelmente não haveria vida sem ela. Em contraste com a realidade, percebemos a mesma necessidade que os personagens têm quanto ao recurso hídrico, entretanto, a poluição gerada pelas indústrias compromete drasticamente a qualidade da água presente no nosso país

No documentário “Encontro com Milton Santos: O mundo global visto do lado de cá” o pensador brasileiro traz à tona o cenário capitalista, em que vivemos, e a sua necessidade de impactar os corpos hídricos, hora poluindo-os hora consumindo-os excessivamente. O descarte incorreto de dejetos industriais implica negativamente nos oceanos e nos mares. Ademais, os poluentes liberados no ar, como por exemplo o enxofre (SO2) precipitam na forma de chuva ácida sobre os oceanos, degradando ainda mais mundo hidrológico.

Por conseguinte, inúmeros animais marinhos são afetados com a poluição presente eu seus habitats. Dados do jornal britânico “Independent”, em 2018, apontam que pelo menos 100 mil animais marinhos morrem por ano em decorrência dos lixos gerados pelas indústrias de pescas. Além do mais o lazer de humanos em praias e lagos também é negativamente impactado e se torna inviável por causa da poluição. Assim como disse o político britânico, Benjamin Franklin; “Quando o poço está seco, aí nós sabemos o valor da água”.

Portanto, é mister, que o estado tome providências para melhorar o quadro atual. O Ministério do Meio Ambiente, em parceria com Organizações Não Governamentais, devem implementar leis para impedir a poluição em corpos hídricos por parte das indústrias, estabelecendo fiscalizações mais rigorosas e taxações àquelas que desrespeitarem as novas leis, a fim de que se atenue a problemática da qualidade da água no Brasil. E para que possamos desfrutar do maior bem comum entre a realidade brasileira e o filme “Rango”.