A qualidade da água no Brasil
Enviada em 21/05/2020
No Egito Antigo, os homens tinham uma grande harmonia com a natureza, de tal forma, que até sua religião possuía deuses com traços de animais. Nos dias atuais, os cidadãos brasileiros vêm seguindo uma linha contraditória àquela dos egípcios, na qual eles exploram o meio ambiente sem o mínimo de ressentimento, o que afeta a qualidade da água no Brasil. Para isso, tanto uma sociedade desrespeitosa como um governo omisso corroboram esse cenário estarrecedor.
Primeiramente, a desafeição civil pela vivência sustentável se tornou um entrave. Trata-se do pai que vê o filho jogar o pacote de biscoito na rua, mas não o repudia e o turista mal educado que usufrui das praias nacionais e joga seu lixo na areia destes locais. Assim, não é de se surpreender o aumento de rios devastados pela lixiviação, a morte de ecossistemas marinhos e águas impróprias para uso, como relata, a Fundação SOS Mata Atlântica, a qual diz ser mais de 30% da água do Brasil ruim ou péssima para beber. Logo, uma população imprudente com sua própria saúde e estimulante do aquecimento global, é um alicerce para que casos como o do rio Tietê, em São Paulo, que já atinge 163 km de poluição do rio, venham a ocorrer, segundo descrições da Fundação SOS Mata Atlântica.
Ademais, a omissão governamental impulsiona o problema. De acordo com Mikhail Bakunin, político russo, o Estado é a negação da humanidade. Isso porque é banal encontrar, em pleno século xx1, esgotos a céu aberto em bairros periféricos, as indústrias não são incentivadas à reciclarem seus produtos descartáveis e escolas não alertam os alunos a evitar o uso de plásticos, em vez disso, os estudantes recebem papéis para a reunião de pais. Nessa perspectiva, não se torna viável o indivíduo se policiar no descarte inadequado de objetos se a sua família, a escola e o rapaz que vende lanche, não exercem tais funções. Nisso, uma autoridade que não fomenta sua população a jogar adequadamente as garrafas de vidro e não incentiva-a a parar o desperdício de água nas torneiras, é um exemplo dos ditos de Bakunin e um entrave para a preservação dos rios no Brasil.
Destarte, é mister que o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Educação ofereçam ações para atenuar a má qualidade de água no país, com propagandas para ensinar a usar a água sem desperdiçá-la, diminuir os impostos de empresas que reciclem seus descartáveis e levar profissionais em bairros periféricos para colocar tubulações subterrâneas em esgotos expostos e criação de anúncios para mostrar a importância de preservar a água. Tal iniciativa deve ainda buscar ajuda de escolas e ONGs para alertar os pais a lapidar seus filhos a despejar resíduos sólidos de modo correto, com reuniões para mostrar o significado das cores nas lixeiras e colocar placas de repúdio ao lixo na areia de praias. Dessa forma, criar-se-á cidadãos mais conscientes de seus atos.