A qualidade da água no Brasil
Enviada em 22/05/2020
No livro ‘‘Vidas Secas’’, de Graciliano Ramos, é retratada a seca no sertão nordestino e suas consequências. Embora seja uma obra ficcional, o livro apresenta características semelhantes ao atual contexto do Brasil, pois, assim como na obra, o país enfrenta uma prejudicial crise hídrica. Tal conjuntura, dissemina-se, ora em função da negligência governamental, ora pela exagerada poluição dos recursos hídricos disponíveis. Assim, faz-se necessária a análise desses fatores, a fim de que se possa liquidá-los de maneira eficaz.
A priori, é essencial destacar o descaso do Governo com a qualidade da água fornecida aos brasileiros. Diante disso, o filósofo contratualista, Thomas Hobbes, cita como papel do Estado garantir o bem estar social. No território nacional, entretanto, o que se encontra é a incompetência governamental na garantia de saneamento básico a todos, tendo em vista que muitos brasileiros não têm o acesso à água tratada. Um exemplo disso, são dados divulgados pelo Instituto Trata Brasil, os quais revelam que 35 milhões de cidadãos não possuem água potável. Logo, nota-se a ineficácia do governamental , impasse que precisa ser remediado.
Ademais, é importante, também, salientar a poluição proveniente da agropecuária como outro desafio a ser enfrentado. Dessa forma, destaca-se a matéria divulgada pelo site G1, a qual apontou a agropecuária como atividade primária que mais lança substâncias contaminantes na água. Nesse viés, segundo a pesquisa realizada pela ONG SOS Mata Atlântica, a água é imprópria para o uso em 40% dos 96 rios, córregos e e lagos analisados em 7 estados do país. Dessa maneria, é indispensável a criação de medidas que amenizem essa contaminação.
Entende-se, portanto, que a questão da água no Brasil passa por retardos, o que exige providências para a erradicação. Para isso, é fundamental a atuação do Ministério da Saúde, em parceria com o do Meio Ambiente, criar projetos que visem a distribuição igualitária e de qualidade para as áreas mais prejudicadas, além de providenciar palestras e propagandas que evidenciem a importância da água e os motivos que interferem na sua qualidade, por meio de políticas públicas e veículos midiáticos, a fim de proporcionar uma maior qualidade de vida a população e preservar os recursos hídricos. Para mais, o Estado deve abandonar a morosidade para que essas ações sejam efetivadas em todo território brasileiro.