A qualidade da água no Brasil

Enviada em 31/05/2020

Ainda na Antiguidade, o primeiro filósofo a dissertar a respeito da água foi o grego Tales de Mileto. Para ele, o princípio de todas as coisas estava relacionado à água, elemento fundamental para o equilíbrio terrestre. Entretanto, hodiernamente, a questão da água esbarra em problemas como a má qualidade. Isso advém da ineficiente gestão governamental, que tende a comprometer a sustentabilidade do planeta.

Mormente, é necessário analisar o quanto a falta de políticas públicas contribui para o descaso com a água. De acordo com Aristóteles, filósofo grego, a política é importante, em uma sociedade, para a garantia do bem-estar comum. Esse pensamento contribui para a discussão na medida em que enfatiza a importância do Estado na resolução das questões sociais e ambientais. Nesse sentido, a má qualidade dos rios e mares está intimamente ligada à falta de investimento governamental em estabelecer leis rigorosas que contenham as empresas e os indivíduos de jogarem dejetos nas águas. Sob tal ótica, a principal causa de poluição aquífera está no despejo de produtos tóxicos, além de matéria orgânica que não passa por tratamento adequado.

Em segundo âmbito, como consequência, há um desequilíbrio que compromete a sustentabilidade do planeta. Segundo Hans Jonas, filósofo alemão, o princípio da responsabilidade reside na preservação ambiental atual para que as vidas das futuras gerações não sejam comprometidas. Nessa perspectiva, o conceito corrobora para a importância da preservação da água para a permanência futura dos seres vivos. Quando há um desequilíbrio, o ecossistema inteiro é afetado, uma vez que a maior parte do oxigênio respirável provém das cianobactérias presentes nas águas. Assim, com o despejo de matéria orgânica,  as águas sofrem o processo de eutrofização, que impede a fotossíntese e auxilia na proliferação de seres anaeróbicos, que degradam a qualidade das águas e prejudicam o meio ambiente por inteiro.

Destarte, medidas são necessárias para que os problemas sejam solucionados. O Poder executivo deve elaborar, por meio de um projeto de lei entregue à Câmara dos Deputados, uma medida que multe as empresas ,que despejarem produtos tóxicos e matéria orgânica, sem passar por um tratamento da água na própria empresa, com o fito de minimizar os danos ao bioma aquático e às teias alimentares derivadas. Outrossim, deve haver a elaboração de medidas de conscientização da população, por meio dos veículos midiáticos, com a utilização de exemplos da importância da substância e métodos de auxiliar na preservação com o intuito de despertar o senso crítico com relação à situação da água no planeta. Enfim, dessa maneira, a substância fundamental de Tales de Mileto será preservada.