A qualidade da água no Brasil
Enviada em 01/06/2020
“É proibido procriar” é uma ficção científica, que apresenta uma realidade onde a humanidade cresceu a tal ponto que a água se tornou totalmente escassa. Ainda assim, apesar de se tratar de uma obra cinematográfica, o curta metragem consegue fazer uma analogia à atual realidade brasileira, já que a população não se conscientiza sobre o desperdício, tampouco o governo apresenta uma solução para o problema. Nesse contexto, questões como a conscientização social e governamental devem ser postas em vigor, a fim de serem devidamente solucionadas.
Convém ressaltar que o problema advém, principalmente, do desleixo da população brasileira em relação ao consumo da água. Segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), em 2016 o país desperdiçou 38% da água potável, o equivalente a quase 7 mil piscinas olímpicas cheias a cada dia. Logo, a nação deveria ter maior responsabilidade diante do fato ocorrido.
Outrossim, a inadvertência do Governo Federal, sobre o assunto é preocupante, já que nada vem sendo feito. Dados de 2018 mostram que apesar do desperdício ter diminuído, grandes cidades continuam perdendo mais de 1/3 de água adequada para o consumo. Diante do exposto, é notória e lamentável a falta de interesse do Estado diante dos acontecimentos.
É possível defender, portanto, que impasses sociais e governamentais constituem desafios a superar. Para tanto, o Poder Público aliado a ONGs, deve criar campanhas por meio da mídia para conscientizar a população brasileira sobre o desperdício da água no Brasil. Fazendo assim, com que a obra cinematográfica “É proibido procriar” não se torne uma triste realidade.