A qualidade da água no Brasil

Enviada em 03/06/2020

Comerciais e campanhas como a “Faça xixi no banho” são importantes para a conscientização da população sobre o desperdício de água na hora do banho. Entretanto, o uso residencial representa apenas uma parte do consumo, sendo o uso pela indústria e agropecuária maior, que é desregulado e sem reaproveitamento da água, gerando poluição e prejudicando os cidadãos, a fauna e a flora ao seu redor. Nesse contexto, tais problemas devem ser analisados pelo poder público e continuar sendo auxiliados por ONGs e as mídias sociais, a fim de serem combatidos.

É importante destacar que, a maioria da água é utilizada por mineradoras, fabricas de produtos e alimentos e irrigação. No entanto, proibir que alguns setores consumam a quantidade de água necessária não é viável, só que não há nenhuma outra medida apoiada pelo poder publico para que haja reaproveitamento dessa água. No Brasil, a produção de alimentos é responsável por cerca de 72% da água desperdiçada, que acaba descartada sem fim algum.

Além disso, setores como a mineração e agricultura são grandes colaboradores da poluição das águas brasileiras, prejudicando o consumo da(s) cidade(s) vizinhas. Prova disso é a contaminação de reservas hídricas com agrotóxicos e metais pesados como chumbo e alumínio. No Pará, por exemplo, as água dos rios e igarapés de 28 comunidades de Barcarena foi detectado a presença de chumbo, que é prejudicial a saúde.

É possível defender, portanto, que impasses econômicos e sociais constituem desafios a superar para que o uso da água seja mais cociente.Para isso, o Ministério do Meio Ambiente deve além de regulamentar e fiscalizar vazamentos e desperdícios, multar severamente irregularidades -como o despejo de materiais tóxicos- e beneficiar aqueles que adaptarem sua produção à métodos de reaproveitamento. Ademais, a mídia, associada a ONGs devem continuar a estimular as pessoas, por intermédio de campanhas educativas, para que assim, mais pessoas tenham acesso a água.