A qualidade da água no Brasil

Enviada em 11/06/2020

Para o filósofo grego Tales de Mileto, a água é a matéria-prima básica responsável pela origem do Universo, pois ele observou que, sem água, tudo morria. Contudo, embora essa substância possua tamanha notoriedade, nos dias atuais, existem fatores que afetam a qualidade desse elemento, como a poluição oriunda do lixo e a ausência de redes de tratamento de esgoto. Logo, medidas que tragam características positivas são imprescindíveis.

Primeiramente, vale ressaltar que o descarte incorreto de resíduos proporciona a contaminação da água. Nesse sentido, as Revoluções Industriais foram cruciais para a criação e variação dos métodos de produção e, por isso, tornaram propícia a consolidação do consumismo. Entretanto, a compra exagerada promove impactos na natureza, visto que ocasiona a intensa fabricação de dejetos. Tal situação, somada ao abandono de detritos a céu aberto, oferece as condições ideais para o fabrico do chorume, dado que favorece o processo de decomposição. Dessa maneira, a liberação regular desse líquido ocasiona efeitos negativos, já que, ao atingir os lençóis freáticos, esse composto polui nascentes e rios responsáveis pelo abastecimento aquífero brasileiro.

Ademais, é importante destacar que a precariedade sanitária itensifica a poluição dos ambientes aquáticos. Nesse seguimento, o documentário “A Realidade do Saneamento Básico no país” retrata, ao decorrer da obra, as consequências da escassez dessa estrutura nos setores sociais. À vista disso, é notório que os baixos índices de atendimento em saneamento básico acarreta problemas na sociedade brasileira. Desse modo, no Brasil contemporâneo, grande parcela da população não possui acesso a uma rede de asseamento básico e, assim, é comum ocorrer o descarte de matérias orgânicas em rios e lagos. Tal situação, em conjunto com a falta de manejo da água, possibilita a redução da qualidade dessa matéria e, então, origina ameças à saúde pública do país e à disponibilidade dessa substância.

Torna-se evidente, portanto, que medidas são essenciais para reverter tal quadro. Posto isso, cabe ao Ministério do Meio Ambiente solucionar a fabricação do chorume, por meio de capitais voltados para a criação de aterros sanitários com estrutura para o tratamento desse líquido. Dessa forma, será possível solver os efeitos do consumo exagerado e, assim, promoverá a redução da poluição de nascentes e rios. Além disso, compete ao Ministério das Cidades efetivar o Plano Nacional de Saneamento Básico, a partir da regulação da prestação de serviços e controle social em todas os locais. Sendo assim, será plausível ocorrer o trato correto da água em todo o Brasil e, então ocasionará a analogia da disposição desse composto. Feito isso, haverá o fim dos impasses que afetam a qualidade da água no país.