A qualidade da água no Brasil
Enviada em 12/06/2020
Contendo 12% de toda a água doce mundial, o Brasil é o país com a maior quantidade de tal recurso. Apesar disso, o tratamento de esgoto e o saneamento básico ainda são muito precários no país, alcançando apenas metade da população. Ademais, devido à poluição e má qualidade da água utilizada por muitos, doenças como amebíase se mostram ameaças ainda maiores à saúde pública. Percebe-se então que a questão da água se trata de uma questão não apenas ambiental, mas de saúde pública, carecendo de esforços amplos para sua resolução.
Em primeira instância, o tratamento das águas brasileiras deve ser analisado quanto a sua eficácia e estrutura. Aprofundando nesse tópico, uma pesquisa do Instituto Trata Brasil revela que o tratamento de esgoto alcança somente 43% da população, chegando a 16% na região Norte do país, enquanto o Sudeste possuí 47% de tratamento adequado. Esses dados evidenciam a enorme desigualdade presente entre as regiões, que pode ser explicado por suas diferenças socioeconômicas e ambientais, como a disparidade urbana presente. Dessa forma, a questão hídrica brasileira se mostra divergente e complexa, dificultando um planejamento central e homogêneo por parte do Governo Federal.
Em segunda instância, os impactos da insalubridade na saúde pública brasileira devem ser discutidos. Como já dito, a falta de um tratamento adequado das águas, leva a uma maior presença de doenças cuja transmissão está ligada a esse meio. Tais doenças como algumas verminoses se mostram mais presentes em locais onde não há água tratada, chegando a ser até dez vezes mais presente em cidades onde não há coleta de esgoto, de acordo com dados do IBGE. Isso por sua vez afeta o sistema de saúde, custando milhões de reais todos os anos aos cofres públicos.
Em suma, concluí-se que é imprescindível que ações sejam tomadas para um aprimoramento na qualidade de água do Brasil. Em função disso, o Governo Federal deve, através de uma operação conjunta dos Ministérios da Saúde e Meio Ambiente, estabelecer cinco conselhos regionais, de acordo com a divisão regional elaborada pelo IBGE, com o intuito de gerenciar e adaptar o PLANSAB à realidade de cada região. Através disso, cada região receberá uma atenção especial e voltada a suas necessidades,facilitando a ação do Estado brasileiro de maneira eficaz. Dessa maneira, o tratamento adequado de água alcançará uma maior porcentagem da população, preservando o meio ambiente e indiretamente combatendo doenças infecciosas.