A qualidade da água no Brasil

Enviada em 16/06/2020

No ano de 1997, foi criada a Lei das Águas, que instituiu a Política Nacional de Recursos Hídricos, a partir da necessidade de proteger às águas brasileiras e garantir a manutenção e desenvolvimento sustentável. Tal lei surgiu em um contexto em que esse recurso universal se torna cada vez mais escasso e com qualidade inferior ao desejado. Deve-se, portanto, reconhecer à falta de tratamento de esgoto e à poluição industrial como as principais ameaças à qualidade da água.

Convém salientar, primeiramente, os prejuízos do não tratamento de esgoto. Os dejetos lançados na água contém matéria orgânica, favorecendo a proliferação de bactérias, que consomem oxigênio, baixando o nível do gás na água. Os rios com baixa concentração de O2 impedem a sobrevivência da fauna aquática e ocasiona forte odor. Além disso, o esgoto não tratado, promove o crescimento exarcebado de algas, em rios e lagoas, causado pela presença de nitrogênio e fósforo, sendo fonte de nutriente. As algas mudam a coloração da água, dificultando o processo de fotossíntese e comprometendo a qualidade desse recurso.

Outrossim, ressalta-se os lançamentos diários da indústria e agricultura. Esses ramos econômicos geram rejeitos químicos nocivos, como agrotóxico e metais pesados, que podem atingir o lençol freático e causar contaminação. Nesses dejetos, há diversos organismos patogênicos, como bactérias, vírus, protozoários e vermes que ocasionam doenças no ser humano, principalmente cólera e hepatite. Segundo dados do Instituto Trata Brasil, foram notificadas 340 mil internações por infecção gastrointestinal, no Brasil, em 2015, evidenciando os perigos do descarte inadequado.

Nessa perspectiva, diante dos fatos supracitados, são necessárias medidas para garantir a qualidade da água no Brasil. Cabe ao Governo Federal, investir verbas na troca do sistema hídrico precário, visando a redução de perdas, visto que grande parte da água tratada é perdida no processo de distribuição, em vazamentos nos canos e tubulações. Além disso, é prudente enrijecer as leis ambientais, por meio da fiscalização ativa e pagamento de multas no despejo inadequado de dejetos. Desse modo, grande parcela da problemática discutida será resolvida.