A qualidade da água no Brasil

Enviada em 28/06/2020

Consoante ao poeta Cazuza, “Eu vejo o futuro repetir o passado”, a qualidade da água não é um problema atual. Desde o Período Colonial, essa vicissitude é uma realidade. De mesmo modo, na contemporaneidade, as dificuldades persistem, seja por interesses capitalistas, seja pelo mau-uso dos recursos hídricos.

Em primeiro lugar, vale destacar que, a situação é corroborada pela ganância dos grandes empresários, pois, para a maximização dos lucros, infelizmente, a sustentabilidade é deixada de lado. Segundo o filósofo Karl Marx, a ânsia burguesa pela riqueza, ultrapassa à moralidade, desse modo, esse ciclo gera inúmeros problemas sociais como afirmado por Cazuza. Sob esse viés, a Fundação SOS Mata Atlântica, apurou que cerca de 38 reservas de água das 96 analisadas apresentam uma qualidade deplorável, devido à má utilização da água por parte de algumas corporações e pessoas. Portanto, é fundamental uma reforma nas atitudes da sociedade civil para que, assim, uma eminente gestão hídrica deixe de ser uma utopia.

Ademais, é evidente que o Poder Público falha ao cumprir o seu papel enquanto agente fornecedor de direitos mínimos, o que contribuí para a permanência da problemática. No entanto, de acordo com a Constituição, é dever da governança garantir à sadia qualidade dos recursos hídricos. Tal fato demonstra-se como uma grande incoerência, já que, no Brasil, desde 2000, houveram, aproximadamente, 7 grandes desastres ambientais por causa da inércia de preocupações com o ecossistema, segundo dados do portal de notícias Florestal Brasil. Dessa maneira, gera um prejuízo incalculável ao meio ambiente, para os atingidos, sobretudo, os mais vulneráveis socialmente e, ainda, poucas punições para as companhias. Logo, é preciso uma intervenção para que essa inaceitável questão seja modificada com o fito de alcançar a isonomia esperada pela sociedade.

Diante dos fatos supracitados, faz-se necessária a realização de medidas atenuantes. Assim, cabe  à Agência Nacional de Águas, o dever de inibir empresas privadas de fazer à utilização indevida dos recursos hídricos - as quais despejam toneladas de dejetos nos rios, sem nenhum tipo de tratamento específico -, por meio da efetiva colaboração entre corporativa e estado para que façam um estudo detalhado sobre formas de contribuir com a qualidade da água. Dessa forma, é possível preservar os recursos hídricos brasileiros de instituições que, infelizmente, seguem máximas capitalistas.