A qualidade da água no Brasil

Enviada em 18/07/2020

A água é um fator indispensável para a vida do ser humano, ela corresponde a 70% da composição corporal e é o principal meio das reações químicas, além de ser fundamental na questão econômica, tanto para a indústria quanto para a agropecuária. Nesse sentido, observa-se que uma boa qualidade desse elemento é proporcional ao bem-estar social. Não obstante, no Brasil, a inércia estratégica do Estado no âmbito hídrico e a poluição de corpos aquáticos comprometem a sua condição. Desse modo, são necessárias medidas para atenuar essa realidade.

Efetivamente, é imperioso elencar que o território brasileiro possui 12% da quantidade de água doce no mundo, entretanto, esse privilégio não é administrado de forma eficaz. Sob esse viés, observa-se que a disponibilidade abundante desse recurso por si só não tem muita validade sem um planejamento seguro e contundente, visto que, a ausência de tratamento adequado para o abastecimento ou o cuidado com os esgotos prejudica o potencial de uso por parte da população. A título de informação, segundo o Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, a cobertura de esgoto atende a apenas 50% da população brasileira. Dessa forma, faz-se mister um maior protagonismo estatal.

Outrossim, é fulcral salientar que a preservação hídrica é a maneira primordial de zelar pela a água e garantir sua condição de consumo. Contudo, a forma deturpada com a qual lidão com os meios hídricos em que ocorre, constantemente, a poluição por meio do descarte incorreto de lixo humano e da liberação de metais pesados, evidenciam o descaso social para com esse bem natural. Para fins ilustrativos, segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica, a água é ruim ou péssima em 40% dos 96 rios, córregos e lagos avaliados em sete estados brasileiros. Tal ocorrência acarreta a precarização da qualidade aquífera, pois ocorre a sua contaminação. Diante disso, é preciso alterar esse quadro problemático de forma premente.

Urge, portanto, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Infraestrutura, será destinado à ampliação do sistema de saneamento básico, sobretudo em áreas de menor IDH, como em periferias e zonas rurais, cuja necessidade é ainda maior devido ao padrão de vida dessas regiões. Essa realização terá como fito melhorar a qualidade hídrica e a prevenção de doenças. Ademais, é fundamental que o Ministério do Meio Ambiente atue na fiscalização de locais urbanos e próximos à indústrias por onde passam cursos d’água, por meio de postos de vigilância, objetivando evitar a poluição e a contaminação destes. Com tais medidas efetivadas, poder-se-á desfrutar dos benefícios de uma boa condição aquática.