A qualidade da água no Brasil
Enviada em 16/07/2020
Uma nova paisagem para as cidades
Conhecido por ser um país rico em biodiversidade e por possuir a maior reserva de água doce do planeta, o Brasil tem em seu território tudo o que é necessário para suprir as necessidades de seu povo, entretanto a falta de cuidados com seus recursos naturais tem desencadeado uma série de sequelas para o meio ambiente e todos os que vivem dele.
Segundo a Fundação SOS Mata Atlântica a sociedade brasileira não possui um bom relacionamento com os rios (e com a natureza em sua totalidade): lixos sólidos são despejados em córregos e despejos industriais e resíduos domésticos, sem tratamento, são lançados em rios. Tais ações são reflexos de uma comunidade insipiente no que diz respeito à assuntos ambientais; a falta de conhecimento e o esquecimento coletivo a leva a ignorar o impacto de seus atos sobre o meio ambiente, ocasionando o desequilíbrio, e inclusive a morte, de ecossistemas aquáticos inteiros. Mas seja para consumo direto ou não, as águas analisadas pela mesma instituição se encontram, em sua maioria, em estado regular para ingestão e uso, isso comunica que tais rios não estão recebendo o tratamento que deveriam, como manejo de resíduos sólidos, tratamento de esgoto, drenagem de águas pluviais e outros.
A situação da qualidade dos rios nos ambiente urbanos chega a ser péssima, a exemplo disso tem-se o rio Tietê que está localizado na marginal paulistana e apresenta um nível de oxigenação 0%, o que implica na total ausência de vida nele. Muitos outros rios foram canalizados ou enterrados, retirados totalmente da paisagem a qual pertenciam antes e isso é marca não apenas da intervenção humana na natureza, mas também na despreocupação e incapacidade da sociedade em lidar com seus lixos, afinal para muitos é melhor canalizar um rio morto do que expô-lo para que todos vejam-o com desagrado.
Compreende-se, portanto, que o problema a respeito da qualidade da água reside no fato de que o homem moderno brasileiro não está sabendo lidar com esse bem em questão. A utilização preponderante dos rios para descarte de efluentes revela governantes despreparados para projetá-los como embelezadores naturais da paisagem urbana, ação que aproveitaria e alavancaria o desenvolvimento urbano, como observa-se em cidades parisienses, londrinas e egípcias. A fim de solucionar tal problema, os prefeitos e governadores devem engajar-se na condução das águas poluídas para redes de tratamento, buscando sua revitalização. Em sequência a isso, novos projetos arquitetônicos devem incorporar tais rios, já recuperados, nos cenários urbanos atraindo a valorização imobiliária e turística de tais regiões, devolvendo a vida a um lugar do qual ela nunca deveria ter sido tirada.