A qualidade da água no Brasil
Enviada em 15/07/2020
O restabelecimento da “saúde” hídrica
Percebe-se que desde a antiguidade, os povos egípcios mantinham uma boa relação com os elementos da natureza, que para eles eram elementos sagrados, em especial a água. Neste âmbito, a contemporaneidade brasileira se destoa, pois cada vez mais esse elemento vem perdendo sua qualidade natural, fazendo-se necessário analisar as causas por demasiadas poluições agroindustriais e destinação imprópria do esgoto que consequentemente se associa à falta de saneamento básico.
Sob esse viés, salientamos que ainda que saibamos da importância do desenvolvimento do agronegócio e das indústrias, para a subsistência e crescimento do corpo social, devemos nos atentar que, conforme disse a ambientalista Vandana Shiva, a água e os nossos alimentos não são produtos de uma corporação, o que diz respeito às consequências de nossas escolhas e prioridades atuais. Frente a isso, devemos nos atentar as consequências que essa poluição acumulativa, oriunda de dejetos tóxicos e químicos podem nos trazer em um futuro não tão distante.
Em segunda análise, observa-se que, segundo dados do Sistema Nacional de Informação sobre saneamento, apenas 37,5% do esgoto gerado no Brasil é tratado. A destinação imprópria desse esgoto é altamente prejudicial, vendo que isso é uma das maiores ameaças para a qualidade da água no Brasil e que consequentemente causa a morte de rios, lagos e córregos por falta de oxigênio, è deplorável que isso ainda ocorra de maneira hodierna em nosso país.
Portanto, é de suma importância e cabe ao poder público intensificar os investimentos nas estruturas de saneamento básico, criar políticas públicas que abrangem e asseguram o ambiente e população contra esses danos. Ademais, que as instituições educacionais possam implementar projetos sobre a importância do tratamento do esgoto e sobre o direito à democratização do saneamento básico. Só assim poderíamos restabelecer a “saúde” dos nossos recursos hídricos.