A qualidade da água no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Favorecido geograficamente, o Brasil apresenta a maior reserva de água doce do mundo, com cerca de 12% do total global, com bacias hidrográficas de quilômetros de distância e aquíferos espalhados pelo território nacional. Entretanto, devido a intensas atividades do agronegócio brasileiro, principalmente, e ao descaso ambiental por parte do mesmo, faz com que a qualidade da água no país esteja em declinação, fazendo-se então inferior ao seu status geográfico. Esse atual cenário pode ser consideravelmente minimizado se políticas públicas de preservação a esse importante bem mundial sejam tomadas.
Em primeiro lugar, é crível averiguar que o agronegócio é umas das maiores e mais importantes formas econômicas nacional. A atividade corresponde a uma parcela de 23% e 24% do Produto interno Bruto (PIB) e gerou em 2017, por exemplo, cerca de 96 bilhões de dólares para o país. Contudo, por conta da sua superexploração ambiental desenfreada, infelizmente, tem causado diversos impactos para a natureza, tais quais a gerações de resíduos, contaminação do solo, ar e esgotamento dos mananciais, o que afeta diretamente a qualidade da água brasileira. Visto que, de acordo com uma pesquisa feita pelo Repórter Brasil em 2014 e 2017, 1 em cada 4 cidades tinha água com misturas de agrotóxicos, o que é prejudicial não somente para a saúde humana quanto a biodiversidade local.
Além disso, a partir do levantamento feito e divulgado em 2019 pelo fundação SOS Mata Atlântica, 74,5% dos rios brasileiros apresentam qualidade regular e 17,6% são considerados ruins. Sob essa óptica, é exatamente nesse contexto em que o filósofo brasileiro Mário Sérgio Cortella analisa ao afirmar que, todas as vezes em que afetamos qualquer elo do equilíbrio ecológico, nós somos afetados. Desse modo, faz-se então necessário que medidas sejam tomadas para a resolução do quadro atual.
Portanto, com o intuito de amenizar a problemática, cabe do Ministério da Agricultura, juntamente com a Agência Nacional de Águas (ANA), responsável pela implementação da gestão dos recursos hídricos brasileiros, trabalharem mutualmente para garantir um desenvolvimento sustentável no país. Para isso, espera-se a criação e fiscalização, por meio de verbas governamentais, de leis que busquem um equilíbrio ecológico entre meio ambiente e agronegócio, que tomem medidas necessárias como multas ambientais, por exemplo, para evitar superexplorações, poluições e esgotamentos gerados pela agricultura brasileira. Assim, o descaso ambiental gerado por essa forma econômica será evitado e a qualidade dos recursos hídricos brasileiros farão jus ao seu status geográfico.
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