A qualidade da água no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Promulgada em 1988, a Constituição Federativa do Brasil ratifica que os recursos hidrográficos são patrimônios da nação e que devem ser preservados. Entretanto, percebe-se, infelizmente, um distanciamento com a qualidade da água no solo brasileiro, pondo em risco a saúde de muitos cidadãos. Diante disso, torna-se relevante debater não só os deficientes cuidados por parte da sociedade, bem como a negligência estatal. Logo, visando a diminuição desses entraves, medidas devem ser tomadas.
Em primeira análise, vale destacar como a população brasileira não prioriza os cuidados com as águas. De forma semelhante, no seriado norte-americano “Todo Mundo Odeia o Chris” o personagem Jullius não se alimenta de forma saudável e em consequência sofre com problemas de saúde. Em paralelo a isso, tal impasse, ocorre, devido ao insuficiente pensamento nas gerações futuras que vão utilizar a água e na limitada educação ambiental na formação dos indivíduos. Sendo assim, é necessário buscar soluções para tal obstáculo.
Em segunda análise, é mister, salientar, a discussão a respeito da negligência estatal. A esse respeito, o sociólogo e escritor Zygmunt Bauman elabora o conceito de “Instituição Zumbi”, no qual, um órgão público é responsável por exercer determinada função, porém não a cumpre. Esse nefasto panorama evidencia que a ausência de políticas públicas de preservação e o medíocre saneamento básico no país permitem com que a qualidade da água seja comprometida. Portanto, providências devem ser tomadas urgentemente.
Em síntese, urge que a qualidade da água no Brasil deve ser vista e tratada com mais eficácia. Para isso, o Ministério do Meio Ambiente (MMA) deve elaborar um ciclo de palestras sobre educação ambiental - com a participação de biólogos e ecologistas renomados - via incentivos fiscais, com a finalidade de que a sociedade seja orientada sobre a importância da preservação das fontes hidrográficas nacionais. Dessa forma, esse problema será amenizado gradativamente.