A qualidade da água no Brasil

Enviada em 18/08/2020

O programa RJ1 busca dar visibilidade às notícias sobre o estado do Rio de Janeiro. Em uma determinada programação, a repórter Susana Naspolini visitou um bairro, no qual água chegava suja para o consumo. Entretanto, verifica-se na problemática que a precariedade da água encontra-se dentro de uma escala nacional. É paradoxal, pois, em uma república democrática -descrita por “Ordem e Progresso” na bandeira-, a omissão do governo condene o tratamento eficaz e seguro de água para a população.

De fato, a qualidade da água é, em muito, afetada devido ao péssimo planejamento político. Nesse viés, a datar da Constituição Federal de 1988, foi sancionado o direito à água em boas condições a todos os cidadãos, no entanto, o reflexo atual representa uma contradição a esse pressuposto. Isso por que, conforme o crescimento de casos como da Baía de Guanabara, a qual permanece contaminada desde 2016 durante os jogos olímpicos, revela que o Estado não está devidamente combatendo esse óbice. Por conseguinte, ocorre o agravamento da situação, o que desrespeita a norma constitucional outrora legislada.

Em decorrência desse desleixo do Estado, observa-se um forte impacto na condição da água, que chega um muitas casas civis. Segundo o portal de informações G1, os moradores das zonas Norte reclamam da água com cor de barro, cheiro e gosto saindo das torneiras. Infelizmente, isso ocorre por causa da baixa infraestrutura das redes de tratamento, o que ainda possibilita o aparecimento de doenças como hepatite e leptospirose -de acordo com o relatório divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Assim, torna-se fundamental o corpo social mover-se para mudar essa situação, pois, seguindo o princípio iluminista, o poder civil é forte suficiente para conquistar objetivos.

Há vigor em afirmar, por virtude, que os impasses supracitados instituam desafios a superar. Para tanto, o governo federal, por meio das verbas públicas, deve contratar funcionários e máquinas, a fim de limpar as bacias hidrográficas para, desse modo, as redes de tratamento possam garantir uma água segura e confiável para os indivíduos. Simultaneamente, ainda cabe à população pressionar o Poder Executivo -órgão responsável por administrar medidas políticas- a garantir a execução de tal medida, com o objetivo de alcançar todo território nacional. Com essas ações, não apenas o Rio de Janeiro vencerá a realidade abordada no RJ1,  como também de Sul até Norte.