A qualidade da água no Brasil

Enviada em 19/08/2020

Os povos ribeirinhos, habitantes tradicionais das margens dos rios, sobrevivem em condições insalubres, já que a única água disponível se encontra completamente poluída  pelos próprios moradores do ambiente. Com isso, verifica-se que, no Brasil, a péssima qualidade da água se dá  por ações antrópicas, muitas vezes realizadas por pessoas pobres e sem instruções. No entanto, observa- -se também, grandes indústrias envolvidas na degradação dos ambientes aquáticos. Essa problemática persiste diretamente ligada a realidade do país, seja pela falta de políticas publicas sólidas, seja pela falta de conscientização da sociedade em geral.

É incontestável que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. É possível perceber que, no Brasil, esse ideal não é bem empregado, haja vista que ainda existem muitas pessoas carentes que sofrem com a falta de saneamento básico. Além disso, não existem leis rígidas de fiscalização que impeçam a poluição da água doce.

Outrossim, destaca-se a falta de conscientização da população como impulsionador do problema. Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando um se mobiliza com o problema do outro. Assim, faz-se necessário uma maior mobilização sustentável por parte de todas as classes possíveis da sociedade, buscando, assim, uma maneira de amenizar os danos causados.

É  evidente, portanto, que ainda há entraves para garantir a concretização de políticas que visem a construção de um Brasil melhor. Destarte, os governantes devem criar uma comissão de fiscalização, direcionada, especificamente, a cuidar da água doce. Deve-se também criar um número, com divulgação ampla, para denúncias e pedidos de ajuda, a fim de promover um maior mapeamento dos problemas. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o Ministério da Educação, juntamente com o Ministério do Meio Ambiente, deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por especialistas, que discutam a importância da preservação da água, e com isso evitar a ignorância a cerca do assunto.