A qualidade da água no Brasil

Enviada em 25/08/2020

Sêneca, pensador do Império Romano, acreditava que apenas as percepções das pessoas sobre o meio eram responsáveis por alterar o estado de tranquilidade mental da sociedade. Posto isso, contesta-se a notoriedade populacional diante dos cuidados ambientais, sobretudo, da hidrosfera. Com efeito, reestruturações educacionais e governamentais são medidas impostas como necessárias para que a qualidade da água nacional não seja prejudicada.

Inicialmente, é válido ressaltar a importância dada no âmbito educacional ao estudo do meio ambiente. Segundo Kant, filósofo prussiano, no artigo em “O que é o esclarecimento?”, a humanidade está caminhando para o esclarecimento, ou seja, para o progresso. Contudo, tal fato torna-se questionável, visto que o modelo de educação mantém-se anacrônico, pois as diretrizes em sala de aula estão imutáveis há séculos, o que constata-se a partir da disposição, por exemplo, da autoridade do professor como figura principal e incontestável, além da supervalorização à teoria, apresentado no currículo escolar do Estado, o qual prepara para o Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM). Desse modo, sem a interligação da teoria à prática, o comportamento da população não impacta positivamente no meio, ao contrário, as pessoas passam a enxergar apenas a superficialidade das coisas de modo favorável à alienação. Com isso, reitera-se a necessidade de propor a reflexão dos estudantes acerca da água e da finitude de tal elemento no planeta, de maneira a promover atitudes revolucionárias de comportamento.

Outrossim, é imprescindível mencionar a negligência governamental diante do ecossistema brasileiro. De acordo com Zygmunt Bauman, sociólogo moderno, os indivíduos, deste último século, são totalmente influenciados pela tecnologia, de forma a afetar diretamente em suas relações interpessoais, afinal, passam a valorizar o material e o individualismo, excluindo a relevância da empatia. De modo análogo ao supracitado, a visão e o cuidado com a natureza é um hiato incontornável de tempo, haja vista que o capitalismo necessita do rompimento das barreiras naturais, como a poluição na construção de hidrelétricas, as quais impactam negativamente na vida dos seres aquáticos e da comunidade litorânea, para que o lucro seja evidente e satisfatório. Assim, questiona-se as prioridades do Estado.

Portanto, evidencia-se que condutas são importantes para que o estado da água para consumo seja benéfico. Por conseguinte, o Ministério da Educação deve, por meio de uma reunião com os governadores estaduais, para alcançar rigidez organizacional, analisar a carga horária de ensino destinada ao meio ambiente, e prever a dinamicidade que tal proposta permite ao estudante como cidadão, a fim de causar uma revolução no litoral, o qual mantém-se negligenciado, visto o descaso vigente da água. Por fim, espera-se que a intervenção antrópica na natureza seja minimizada.