A qualidade da água no Brasil

Enviada em 28/08/2020

A eutrofização, processo que ocorre em ambientes aquáticos, consiste, além de outros impactos ambientais, na degradação dos corpos hídricos após o lançamento de esgotos domésticos e industriais não tratados. Dessa forma, a alta quantidade de matéria orgânica despejada na água ocasiona o desequilíbrio ecológico e a poluição dos rios. Por esse viés, alterações naturais e superficiais nas bacias hidrográficas brasileiras aumentam suas contaminações e, consequentemente, diminuem a qualidade. Por isso, torna-se recorrente que a água consumida em território nacional, principalmente em zonas periféricas, seja inadequada para a população.

Em primeira análise, deve-se destacar que o agronegócio brasileiro representa quase 40% do Produto Interno Bruto e, por isso, é extremamente essencial para manutenção da economia. Entretanto, segundo levantamento da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, a pecuária e agricultura são as práticas primitivas que mais lançam substâncias tóxicas na água. Já que com o advento da primeira Revolução Verde, período  que favoreceu a evolução de máquinas e fertilizantes, a alta demanda industrial e a expansão da atividade agrícola permitiu que o setor se tornasse o maior consumidor hídrico do país.  Portanto, com a poluição dos principais mananciais abastecedores da sociedade, milhares de brasileiros deparam-se com águas turvas e impróprias para ingestão e, como efeito disso, ocorre o aumento do risco de contração de doenças.

Ademais, a falta de saneamento básico faz-se presente em áreas periféricas, devido ao descaso e abandono político com os moradores dessas regiões, que padecem ainda mais dos malefícios da falta do tratamento necessário para garantir a qualidade da água que chega às residências. Por analogia, na produção cinematográfica sul-coreana “Parasita”, exibida pela empresa de filmes “Netflix”, uma família, após enfrentar uma tempestade e por falta de recursos básicos, tem sua casa alagada e fica sem abrigo, retrato da gritante da desigualdade social. Desse modo, em comparação ao Brasil, pode-se constatar que para as classes sociais subalternadas o acesso ao fundamental é limitado e restringido, uma vez que a falta de interesse do Estado permite que obras públicas permaneçam paralisadas.

Em suma, a fim de preservar a saúde dos cidadãos é essencial o fornecimento de água potável. Para isso, o Ministério da Saúde, por meio de projetos apresentados no Senado, deve garantir a agilidade das obras que asseguram o saneamento básico para os indivíduos que vivem nas margens das cidades. Além disso, o Ministério da Justiça carece de penalizar e fiscalizar as indústrias que despejam esgoto de maneira inapropriada, deve-se então, fornecer um posto de denúncia para esses crimes. Somente assim, a sociedade brasileira terá acesso à água de qualidade.