A qualidade da água no Brasil
Enviada em 20/08/2020
No romance “Triste fim de policarpo Quaresma”, de Lima Barreto, o quixotesco personagem, que dá título ao livro, cria algumas fantasias em relação à pátria, o que o conduz ao seu declínio após ser traído por seus ideais. Fora das páginas literárias, a baixa importância dada à falta da qualidade da água, no Brasil, contribuiria para potencializar as decepções de quaresma, seja pela falta de políticas públicas, seja pela escassez de incentivo estatal. Nesse sentido, é necessário analisar os principais aspectos políticos e sociais que envolvem tal postura degradante para a nação.
Primeiramente, é valido destacar a carência de políticas públicas atrelada à má qualidade da água. Assim sendo, promulgada no Governo José Sarney, a Constituição Federal elucida que é direito de todos os cidadãos o acesso ao liquido essencial, com absoluta prioridade. Entretanto, hodiernamente, tal panorama é utópico, uma vez que, de acordo com o jornal “O Globo”, uma grande parcela dos recursos aquíferos brasileiros apresentam baixa pureza da água, consequência direta da drenagem dos esgotos e do escoamento de resíduos das indústrias para afluentes, com pouco ou nenhum tratamento, poluindo a água dos rios e dos mares, comprometendo, assim, o bem-estar populacional. Logo, é dever dos governantes a criação de ações para prevenção do impasse. Outrossim, cabe pontuar, ainda, a inópia de incentivos estatais para preservar a água, garantindo assim a qualidade dessa. Por conseguinte, segundo o filósofo Aristóteles, a política deve ser usada de modo que, por meio dela, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. No entanto, evidencia-se a omissão do poder público em realizar medidas para despertar a necessidade e a importância da economia do solvente universal para a vida dos cidadãos, haja vista que, conforme dados do G1, um dos principais motivos da falta e da baixa qualidade da água, é o seu consumo exagerado, seja em lavouras, seja no uso doméstico. Nesse prisma, a carência de medidas públicas, agrava o quadro caótico.
Infere-se, portanto, a necessidade de ações para garantir a qualidade da água no Brasil. Assim sendo, urge que o Governo, instituição encarregada de garantir os direitos dos cidadãos, intensifique e aplique com mais rigidez as leis de proteção ambiental, aplicando punições mais severas para as indústrias que lançarem poluentes não tratados em rios e afluentes, com a finalidade de garantir uma maior pureza da água para o consumo populacional. Ademais, o MEC, ramo do estado responsável pela formação civil, deve realizar uma ampla divulgação midiática, por intermédio de redes sociais, como WhatsApp, Instagram e Twitter, a fim de incentivar o povo brasileiro a desenvolver o hábito de fazer um uso consciente da água, consumindo apenas o necessário. Destarte, tomando essas medidas, as decepções de Quaresma, provavelmente, seriam mitigadas .