A qualidade da água no Brasil
Enviada em 20/08/2020
Com o processo de industrialização brasileira iniciado na Era Vargas, tornou-se notável o desgaste ambiental nos anos que se sucederam. Nesse contexto explicita-se o rio Tietê, grande afluente da capital paulistana que, hoje, encontra-se em condições impróprias para uso humano. Dessa forma, conclui-se que a natureza foi marginalizada em consequência da exploração industrial, responsável por deteriorar a qualidade da água e provocar malefícios como falta de abastecimento e propagação de doenças.
Em primeira análise, vale ressaltar os períodos de baixa distribuição de água que acontecem na região da Grande São Paulo todos os anos. Enquanto o rio supracitado segue em altos níveis de poluição, milhares de pessoas passam necessidade com a falta d’água. Sendo assim, é possível dizer que, caso o Tietê não estivesse na situação em que se encontra, a população teria maior acesso à água potável mesmo em períodos de baixo abastecimento no reservatório da Cantareira.
Diante disso, a despreocupação governamental perante essa problemática se dá principalmente pelo fato do Brasil possuir as maiores bacias hidrográficas do planeta, e, portanto, a necessidade de políticas de preservação não parece urgente. Entretanto, a acentuada poluição resultará na perca de fontes de água potável, causando na população doenças oriundas de água contaminada, além dos animais que farão ingestão direta dos poluentes, ocasionando em intoxicações alimentares e desequilíbrio ambiental.
Em vista dos argumentos apresentados, faz-se necessária a criação, por parte do Ministério do Meio Ambiente, de um projeto de descontaminação dos rios brasileiros. Ainda, tal ação será desenvolvida a partir de parcerias com a iniciativa privada, que deverá ser beneficiada com isenções fiscais em troca de mão de obra especializada. Com isso, é esperado que a limpeza hídrica possibilite maior acesso à água de qualidade no Brasil.