A qualidade da água no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Os rios foram fundamentais para a construção das primeiras civilizações durante a Antiguidade, permitindo a irrigação da terra e o desenvolvimento da agricultura. Assim, houve um aumento populacional, novos modos de vida surgiram e a demanda por água potável se tornou crescente. Entretanto, atualmente, a poluição aliada a deficiência no tratamento de esgoto representa um impasse para a qualidade hídrica no Brasil, situação desastrosa que compromete a disponibilidade desse recurso e a saúde dos indivíduos.
Em vista disso, cabe destacar que a contaminação de bacias hidrográficas causa danos perversos aos seres vivos. Sob essa ótica, observa-se esse fato no desastre ocorrido no município de Mariana após o rompimento da barragem “Fundão”, em que centenas de pessoas morreram e dejetos tóxicos foram lançados nos rios, ocasionando a morte de algas, peixes e tornando a água imprópria ao consumo. Por conseguinte, resíduos gerados por indústrias e pela agricultura somado ao descarte incorreto do lixo pela população, modifica os mananciais e gera graves prejuízos socioambientais, oriundos do desequilíbrio ecológico provocado.
Ademais, a baixa qualidade de água ofertada está associada ao déficit no tratamento dos esgotos urbanos. Com isso, manchetes sobre o aspecto, o sabor e o odor atípico são noticiadas frequentemente pelas mídias, revelando a falta de um controle rígido desse recurso, que infectado acarreta doenças e representa riscos potenciais à saúde humana. Nessa perspectiva, o sociólogo Pierre Bourdieu, em sua teoria do “Habitus”, aborda a ações dos indivíduos com base na estrutura social, sendo naturalizadas e reproduzidas. Assim, novos hábitos precisam ser incorporados para modificar esse cenário e garantir a qualidade hídrica ideal para os brasileiros.
Portanto, evidencia-se a necessidade de uma atuação conjunta para reverter essa problemática. Com efeito, o Ministério do Meio Ambiente – já que é o órgão competente pela gestão dos recursos hídricos – deve fomentar a fiscalização e campanhas de conscientização coletiva, além de destinar mais repasses financeiros para projetos de saneamento básico, por meio de parcerias com municípios e mídia, a fim de minimizar a poluição hídrica, garantindo o abastecimento com qualidade. Dessa forma, preservará esse recurso natural indispensável a sobrevivência dos seres vivos.