A qualidade da água no Brasil

Enviada em 22/08/2020

Em São Paulo, cidade super desenvolvida, o curso d’água mais conhecidos e que cruza a cidade é o Tietê. Infelizmente, esse bem que deveria ser preservado é poluído devido a emissão de rejeitos não tratados e do descuido governamental. Sob tal óptica, questiona-se: se em uma região rica do país o principal rio encontra-se em estado de calamidade, qual é a qualidade da água em outras áreas menos assistidas pelo Poder Público? Nesse contexto, vale a pena analisar quais são os principais fatores que contribuem para a perpetuação desse quadro de descaso com um bem tão precioso e vital.

Torna-se relevante, de início, a caracterização do Brasil, não somente como potência agrícola, mas também industrial. Nesse contexto é ideal que as políticas públicas e o planejamento ambiental cresçam de acordo com o crescimento do país nessas esferas. Contudo, em terras tupiniquins não houve uma preocupação em adequar as técnicas de tratamento de resíduos antes de serem devolvidos à natureza. Dessa forma, os recursos hídricos são agredidos e, por conseguinte, pela falta de tratamento adequado pelo qual passará os rejeitos gerados a água não chegará da forma como deverá às residências. Além disso, a poluição termal e a concentração de metais pesados desregulam as relações ecológicas, o que altera as cadeias biológicas e, inclusive, contribui para o câncer em humanos. De fato, é inviável resolver com rapidez anos de atraso tecnológico e de investimentos insatisfatórios. Logo, medidas de resolução devem ser esboçadas com urgência.

Outrossim, o esgoto urbano que não é tratado devidamente e é despejado em cursos naturais torna-se, conjuntamente com os resíduos industriais, uma das potenciais causas do cenário atual. Nesse viés, segundo pesquisa periódica realizada pelo SNIS (Sistema  Nacional de Informações sobre o Saneamento), somente 38% do esgoto urbano é tratado da forma propícia, o restante, embora não exista como classificar a destinação, é lançado ao mar e outros reservatórios naturais. Devido a tal circunstância, as praias de Fortaleza, capital cearense,  em grande maioria, são impróprias para os banhistas, pois muitos hotéis localizados na orla despejam deliberadamente esgoto não tratado na praia. Lamentavelmente, essa é uma realidade dos litorais dos grandes centros urbanos.

Entende-se, portanto, a importância de que a água que chega aos brasileiros deve ser de qualidade e que o Governo deverá tomar medidas. Para tal, a Agência Nacional de Águas deverá pressionar o Ministério do Meio Ambiente para que aja uma mudança legislativa a respeito dos parâmetros de qualidade da água despejada pelo setor agroindustrial, diminuindo as taxas de agentes químicos nocivos. Assim como, aplicar multas a empresas privadas que despejarem irregularmente esgoto na natureza. Dessa forma, porder-se-á mitigar os impactos sobre os cursos hídricos.