A qualidade da água no Brasil

Enviada em 24/08/2020

Será que as entidades governamentais do Brasil estão caminhando para melhorar a qualidade e a perspectiva de vida de seus habitantes? Cerca de apenas 46% de todo o esgoto gerado no país é tratado devidamente, de acordo com dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento, evidenciando um descaso referente ao tratamento da água no Brasil, mesmo sendo um direito assegurado pela Constituição - o direito à universalização do acesso ao saneamento básico de maneira eficiente e segura. É evidente, portanto, que a baixa qualidade da água e sua escassez, nos dias atuais, se dá devido a falta de fiscalização e comprometimento por parte do Governo.

Em primeiro lugar, a falta de saneamento básico acarreta no aparecimento e crescimento de diversas doenças. Na Idade Média, por volta do ano de 1300, uma epidemia dominou boa parte da Europa: a peste bubônica. Sabe-se que essa doença é transmitida por um tipo de pulga encontrado nos roedores e, juntamente a falta de condições mínimas de saneamento, essa epidemia se propagou de maneira instantânea. Em paralelo a isso, no Brasil, entre janeiro e fevereiro de 2020, o SUS teve mais de 65.000 internações devido a doenças provocadas pela veiculação hídrica, com base em informações do DATASUS. Logo, essa temática se centra na saúde pública de uma maneira geral, na qual todos estão vulneráveis.

Cabe mencionar, em segundo plano, que o principal poluente das águas é o esgoto industrial e urbano, o qual é lançado de maneiras alternativas em fossas, nos rios e lagos, sem o tratamento que deveria ser dado, já que é assegurado e se torna um direito da população. Além do esgoto ameaçar a saúde de muitos, ameaça, também, a vida de diversos animais e plantas aquáticas, por conta da eutrofização que diminui os níveis de oxigênio na água. Sendo assim, a má gestão do esgoto por entidades governamentais tem afetado não somente o acesso a condições dignas para milhões de brasileiros, mas para todo um ciclo ecológico.

Dessa forma, o pais vive em uma situação de alerta e medidas urgentes voltadas a segurança hídrica precisam ser tomadas. Portanto, cabe ao Governo Federal e suas esferas governamentais investirem em novas estações de tratamento de água em diversas regiões do país, principalmente nas regiões ribeirinhas do Norte do Brasil. Além de investirem, também, no andamento do Plano Nacional de Saneamento Básico, o qual possui uma meta de universalização do esgoto que precisa ser atingida o mais rápido possível. Assim, a qualidade e a perspectiva de vida da população serão respeitas, posto que são direitos respaldados pela Carta Magna.