A qualidade da água no Brasil
Enviada em 24/08/2020
Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo, a falta de solidez nas relações políticas, sociais e econômicas é marcado da “Modernidade Líquida”, vivida a partir do século XX. Hodiernamente, esse panorama auxilia na análise da baixa qualidade da água no Brasil, já que o mesmo mostra a quebra de paradigmas nas interações sociais que se tornaram mais fluidas e menos concretas. Destarte, é necessário analisar as razões que levaram essa problemática se tornar realidade no mundo contemporâneo, a fim de combate-las.
Em primeiro plano, evidencia-se, a falta de um tratamento de qualidade do esgoto doméstico brasileiro. De acordo com o escritor Thomas Hobbes o homem é o lobo do próprio homem. A ineficiência do tratamento dos esgotos brasileiros vem fazendo com que a balneabilidade em mais de um 1/4 das prais brasileiras tornem-se impróprias, retirando o lazer antes oferecidos por esses locais, prejudicando diretamente o ser humano. Além disso, coliformes fecais estão elevados nas prais brasileiras, podendo ocasionar doenças aos banhistas e espantando turistas, principais movimentadores econômicos de regiões litorâneas, onde mais uma vez o homem ataca a si mesmo com a inadimplência no tratamento eficaz dos esgotos domésticos no Brasil.
Outro ponto relevante, nessa temática, é a poluição dos rios por resíduos industriais e agrícolas .Essa questão ocorre devido ao capitalismo, modelo econômico vigente desde o fim da Guerra fria, 1991,que estimula ações voltadas ao lucro. Desse modo, um despejo inadequado de resíduos nas águas dos rios gerarão um maior lucratividade para os donos dos meios de produção, que não gastaram com o tratamento necessário do descarte.No entanto, problemas ecológicos gravíssimos acontecem devido essas ações, como a eutrofização, que após algumas etapas deixam a água completamente inapropriada para o consumo, além de destruir ecossistemas aquáticos por inteiro, reduzindo a biodiversidade do local.
A luz do exposto, o combate a liquidez citado inicialmente, com o propósito de amenizar a baixa qualidade da água no Brasil, torna-se imprescindível e de caráter urgente. É imperioso que o Governo Federal, através do Ministério do Meio Ambiente, intensifique o tratamento do esgoto doméstico brasileiro, financiando pesquisas que busquem um melhor aproveitamento e soluções para um descarte mais seguro e menos poluente, a fim de aumentar a qualidade desse tratamento. Urge, também, que ONGS realizem palestras socioeducacionais, orientando sobre a importância do descarte correto de resíduos industriais e agrícolas e alertando os riscos de um descarte inapropriado pode ocasionar, como a poluição de bilhões de litros de água, com o fito de conscientizar a população brasileira.