A qualidade da água no Brasil
Enviada em 25/08/2020
Stefan Zweig, escrito austríaco, afirma em sua obra literária que o Brasil é o país do futuro. Contudo, verifica-se que na realidade contemporânea brasileira ocorre justamente o oposto do que o autor prega, principalmente no que se refere a qualidade da água no Brasil, uma vez que apresenta graves obstáculos, os quais dificultam a concretização dos planos de Zweig. Esse quadro antagônico é fruto tanto da inobservância estatal, quanto da passividade do corpo civil.
Em primeiro plano, é válido destacar que a displicência estatal agrava os desafios acerca de uma melhor qualidade da aguá. De acordo com a Constituição Federal do Brasil, promulgada no ano de 1988, todo cidadão brasileiro tem direito a uma qualidade de vida descente. Em contrapartida, ao se analisar a falta de tratamento de esgoto nas cidades e a poluição causada pela industria, é indiscutível que essa premissa constitucional é violada pelo governo nacional. Dessa maneira, é importante salientar que a insuficiente atuação do estado provoca uma baixa qualidade na aguá, provocando uma intensa contaminação em larga escala, além de uma péssima qualidade de vida e, por conseguinte, garante a condição de subcidadania da maioria da população.
Outrossim, é imperativo pontuar que a inércia do corpo civil impulsiona a problemática abordada. Em paralelo a esse cenário caótico, as idéias de Max Weber explanam que os valores são os principais das mudanças positivas na comunidade. Nesse viés, ele acreditava que os indivíduos dispunham de liberdade para agir e modificar a sua realidade circundante. Em contraponto a essa lógica weberiana, a paralisia social, no Brasil, provoca uma intensa poluição industrial por meio do uso irresponsável de produtos químicos, que muitas vezes são despejados nos rios, sem nenhuma fiscalização, já que a população não se mobiliza nos meios de comunicação de massa, em prol da importância ambiental, sobretudo dos recursos hídricos. Logo, medidas são viáveis para alterar a pífia ação da camada populacional.
Dessa forma, pode-se perceber que o debate acerca da qualidade da água é imprescindível na construção de uma sociedade mais justa. Nessa lógica, é imperativo que o Ministério do Meio Ambiente destine verbas para a ampliação de estações de tratamento de água por todo o país, por meio da inclusão de seu objetivo na base de diretrizes orçamentarias, com o intuito de ter uma água com maior qualidade.Além disso,afim de aumentar a fiscalização nas industrias,a prefeitura deverá investir,portanto,na contratação de um maior grupo de fiscais, por meio de concursos públicos cujos editais poderão ser abertos mais vezes ao ano, com o objetivo de minimizar a poluição despejada na água pelas industrias. Feito isso, a sociedade brasileira caminhará em direção á utopia de Zweig