A qualidade da água no Brasil
Enviada em 29/08/2020
De acordo com o romancista irlandês George Bernard, o progresso é impossível sem mudança, e aqueles que não conseguem mudar suas ideias e ações não evoluem. Nesse hiato, este pensamento, embora correto, não é concretizado no hodierno cenário brasileiro, pois, a qualidade da água no Brasil carece de mudanças, já que contribui para o desenvolvimento da sociedade. Isso ocorre, ora pela hesitação governamental, ora pelo despreparo civil sobre esse contexto. Dessa maneira, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Mormente, é importante salientar o absentismo governamental para combater os efluentes que prejudicam a qualidade da água no Brasil. Segundo o pensador Thomas Hobbes, o Estado é responsável por garantir o bem-estar da população, entretanto, isso não ocorre no Brasil. Tal fato reflete, não só nos escassos investimentos para maior valorização dos profissionais da área de fiscalização ambiental, como também na falta de aplicabilidade estatal em programas de limpezas dos materiais patogênicos que contaminam a água e infraestrutura de base fluvial, medidas essas que combateriam a poluição hídrica e tornariam o ambiente comunitário mais eufônico.
Ademais, outro ponto relevante nessa temática é o despreparo civil acerca do tratamento de qualidade da água, pois, não houve instrução na íntegra, o que torna mais difícil à luta por mudanças. De acordo com o educador Paulo Freire, o conhecimento educacional sozinho não transforma a sociedade, sem ele, tampouco a sociedade muda. Sob o mesmo ponto de vista do educador, nota-se que, no Brasil, devido à carência tanto na resplandecência de um senso crítico civil, quanto na base de um aprendizado educacional analítico sobre poluentes e produtos tóxicos, seu pensamento não é firmado. Isso justifica toda mazela, incompreensão e despreparo social que permeia a atualidade. Desse modo, uma mudança nos preceitos sociais será importante para resolver o impasse.
Depreende-se, portanto, novas medidas para a qualidade da água no Brasil. Destarte, o Estado, aliado às prefeituras municipais, por meio de verbas governamentais, deve promover não apenas campanhas educacionais para instrução, capacitação e aprendizado dos cidadãos a respeito do combate a poluição dos rios e mares, como também palestras e programas sociais em centros culturais das cidades, destinados ao público, com materiais de apoio gratuito, participação remunerada de profissionais da área de fiscalização ambiental e representantes do governo legislativo, em virtude de uma melhor assistência estatal, a fim de englobar todos à etiologia e minimizar toda e qualquer inadimplência. Somente assim, buscar o tão sonhado progresso de George B.