A qualidade da água no Brasil

Enviada em 09/10/2020

A água é o principal recurso natural da humanidade. Paralelo a isso, é impossível pensar em uma forma de viver sem esse recurso, afinal, 70% do corpo humano é formado por água. Na sociedade atual, nos deparamos com dois principais fatores que influenciam negativamente a preservação desse bem tão preciso e essencial para a sobrevivência, são eles: a problemática do abastecimento e o desperdício. Em consequência disso, deve-se discutir sobre a preservação da água.

Em primeiro lugar, pode-se ressaltar a problemática do abastecimento, visto que, segunda a Agência Nacional de Águas (ANA), cerca de 84% das cidades necessitam de investimentos urgentes para adequação de seus sistemas produtores de água potável. Evidencia-se também uma grande desigualdade social, de acordo com o artigo 23° da Constituição Federal “A entidade reguladora, observadas as diretrizes determinadas pela ANA, editará normas relativas às dimensões técnicas, econômica e social de prestação dos serviços públicos de saneamento básico”, porém, vemos que essa lei não esta sendo cumprida, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cerca de 39,7% dos municípios brasileiros não têm serviço de saneamento básico, o estudo também aponta que esses serviços são distribuídos de forma desigual entre as grandes regiões do país.

Posteriormente, deve-se discutir sobre o desperdício, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), mais de 2 bilhões de pessoas vivem em países que passam por estresse hídrico, ou seja, a demanda por água é maior que a disponibilidade e capacidade de renovação em determinado local. Ao mesmo tempo, algumas áreas da economia exageram no consumo desse bem natural trazendo cada vez mais crises como essa, como é o caso da agricultura principal área do desperdício de água, segundo um relatório apresentado pela ANA a agricultura, incluindo irrigação, pecuária e aquicultura, consome 69% da retirada anual de água em todo o mundo, já a indústria 19% e as residências particulares 12%.

Portando, é indispensável à valorização da água. Desse modo, cabe ao Estado em parceria com a ANA criar políticas mais eficazes para a distribuição de água procurando atender o maior número possível de pessoas além de investir em saneamento básico, visando o bem-estar social. Cabe também a ANA buscar parcerias com a mídia afim de conscientizar sobre o desperdício e o reaproveitamento da água lançando campanhas em diversos meios de comunicação ensinando como reutilizar água dentro de suas próprias casas.