A qualidade da água no Brasil

Enviada em 30/08/2020

De acordo com o Governo Federal, cerca de 12% de toda a água doce disponível do mundo encontra-se no Brasil. No entanto, a deposição indiscriminada de lixo em cursos fluviais e a escassez de políticas públicas que combatam a contaminação de lençóis freáticos em aterros sanitários mostram que esse abundante recurso hídrico é desvalorizado no Brasil. Logo, cabe ao Estado e à sociedade civil a resolução dos entraves vinculados a essa deletéria conjuntura.

Nessa perspectiva, segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU), em 2050 haverá mais plástico nos oceanos do que peixes. Esse dado alarmante pode ser entendido, no contexto brasileiro, pela falta de um amplo debate social a respeito dos prejuízos ao meio ambiente oriundos do descarte de plástico e de outros produtos, como metal, em rios e em mares. Essa situação, além de fomentar a extinção de espécies marinhas, provoca, também, um extenso desequilíbrio ecológico, haja vista a interligação dos seres vivos por meio da teia alimentar. Dessa forma, é pertinente a adoção de planos de conscientização da sociedade para reverter esse triste cenário.

Outrossim, consoante Aristóteles, no livro “Ética a Nicômaco”, a política serve para garantir a felicidade dos cidadãos. No entanto, nota-se que esse conceito se encontra deturpado no Brasil, na medida em que são inexpressivas as leis de controle dos resíduos que adentram os aterros sanitários. Por conseguinte, o acúmulo indiscriminado de matéria orgânica em decomposição produz o chorume – líquido escuro que pode se infiltrar no solo e contaminar os lençóis freáticos–, causando doenças graves no contingente populacional sem acesso ao tratamento d’água adequado. Desse modo, é impreterível medidas estatais que mitiguem esse danoso panorama.

Portanto, entende-se a problemática da qualidade água no país. Para resolver isso, o Governo Federal, em parceria com os estados e os municípios, deve promulgar leis, com a análise de ambientalistas e de autoridades sanitárias, que delimite os componentes orgânicos em camadas alternadas com rochas com o fito de reduzir a contaminação dos lençóis freáticos e o consequente adoecimento da população. Urge, também, que sejam veiculadas campanhas educativas tanto na televisão quanto na Internet a fim de mudar os hábitos de descarte de lixo. Posto isso, a riqueza hídrica de água doce do Brasil será valorizada.