A qualidade da água no Brasil
Enviada em 31/08/2020
Saneamento básico: direito à vida de todo brasileiro
A ONU lançou, em 2015, os 17 objetivos para um futuro sustentável que estabelecem metas a serem cumpridas pelos países membros até 2030, dentre os quais está o acesso à água potável e ao saneamento básico da população. Desse modo, esta iniciativa vem reconhecer a importância das ações antrópicas na atualidade para garantir um futuro digno para os indivíduos, no qual seja preservada a saúde das pessoas e o direito de exploração responsável dos recursos naturais do pais.
A priori, deve-se apontar que metade dos brasileiros não possuem acesso ao tratamento de esgoto, segundo o IBGE, e, portanto, os dejetos que são despejados nos rios e nos mares causam mortalidade na fauna e na flora, de modo a diminuir o acesso aos alimentos, como peixes, a uma parcela significativa de pessoas. Além disso, é preciso evidenciar que a presença de fezes no ambiente aquático ou em esgoto a céu aberto fomenta o aparecimento de ratos e insetos, vetores transmissores de doenças, causando o adoecimento evitável desses seres humanos.
Ademais, a poluição causada pela agricultura e pela indústria precisa ser, também, colocada em foco. É indiscutível a importância dessas atividades para a economia do Brasil, uma vez que há a geração de empregos e de alimentos para a população, Contudo, o uso de agrotóxicos de maneira indiscriminada e a falta de fiscalização ambiental no despejo de efluentes industriais fazem com que os setores primários e secundários sejam um dos principais responsáveis pela poluição das águas, segundo levantamento da ONG SOS Mata Atlântica. Essa contaminação com substâncias tóxicas torna, então, a água, as plantas e até os animais para o consumo humano.
Dessa forma, é preciso que haja o esclarecimento dos indivíduos, por meio de campanhas midiásticas como redes sociais, rádio e televisão, além de capacitação dos lideres comunitários pelos agentes ambientais credenciados pelo poder público, para permitir que os próprios prejudicados tornem-se fiscalizadores com a finalidade de se estabelecer uma relação saudável entre a agropecuária, a indústria e o meio ambiente. Não obstante, é preciso que haja uma mobilização das comunidades que não possuem saneamento básico, pela reunião das lideranças locais, a fim de cobrar do governo um plano claro de metas para a resolução do problema, no qual deve conter os orçamentos anuais e cronogramas de obras, para tornar então efetivo o direito do cidadão à saúde e à dignidade, como estabelece a Constituição Brasileira de 1988.